‘Reprovado pela população’, prefeito de Arujá cobra redução de custos, equilíbrio financeiro e cooperação nas secretarias
Pesquisa do Instituto Bras Santos (realizada na cidade e que está sendo tabulada) revela que as chances de Monteiro ser reeleito são remotíssimas/Foto: Glaucia Paulino/Divulgação

O prefeito de Arujá, José Luiz Monteiro (MDB), reuniu secretários e adjuntos nessa sexta-feira, 25, em um encontro que abordou a execução orçamentária, o equilíbrio financeiro municipal e a necessidade de as ações da administração municipal serem realizadas de forma corresponsável.

“Essas reuniões, mais do que nunca, farão parte da nossa rotina. Todos têm autonomia para trabalhar, mas temos metas que devem ser cumpridas para que aquilo que a população espera de nós seja alcançado. Por isso farei uma cobrança mais efetiva”, afirmou o prefeito.

Durante a reunião foram anunciadas medidas de redução de custos como o não reajuste salarial de prefeito, vice-prefeito e secretários e a contenção de horas extras nos departamentos que não possuem serviços essenciais.

“Nos apresentem planos de ação de curto e médio prazo que indicam o que a Secretaria quer e onde pretende chegar com cada projeto, se ele tem relação com o plano de governo do prefeito. Estamos à disposição para dar andamento a tudo o que for de interesse da cidade porque a falta de dinheiro não pode ser justificativa para a falta de ação”, afirmou o secretário de Finanças, Caio Araújo.

“Peçam empenho aos funcionários, façam parcerias entre as Secretarias. Precisamos otimizar os processos e trazer resultados”, concluiu o secretário de Planejamento, Juvenal Penteado.

Aumento de arrecadação, reestruturação de setores, economia de água, luz e telefone, atenção às emendas impositivas elaboradas pelo Legislativo, entre outros, foram assuntos abordados no encontro.

A iniciativa do prefeito de Arujá de cobrar mais economia, trabalho e resultados de seus assessores diretores (e tornar pública essa cobrança) pode indicar que o chefe do Poder Executivo esteja disposto a promover uma virada em seu governo que não está sendo bem avaliado pela população da cidade.

Pesquisa do Instituto Bras Santos (realizada na cidade e que está sendo tabulada) revela que as chances de Monteiro ser reeleito (caso seja convidado/intimado a disputar à reeleição em 2020) são remotíssimas em razão do trabalho que não foi realizado nos dois primeiros anos do mandato.

A pesquisa com a avaliação do povo nas cinco cidades com menos de 100 mil habitantes no Alto Tietê será divulgada no Jornal Oi nos próximos dias.