O prefeito em exercício de Bariri, Paulo Henrique Barros de Araújo, preso no sábado, 21, sob acusação de violência sexual contra uma menina de 8 anos, foi expulso do PSDB. Nesta segunda-feira, 23, a sigla informou que Araújo foi desligado de forma sumária.

“O partido se solidariza à família da vítima e espera que o caso seja esclarecido e o culpado severamente punido”, diz o PSDB em nota.

Araújo exerce o cargo de prefeito porque o ex-prefeito e o vice da cidade foram barrados na Lei da Ficha Limpa após as eleições de 2016, nas quais se sagraram vencedores. Ele é o presidente da Câmara Municipal de Bariri.

A Justiça decretou a prisão preventiva de Araújo após agentes da Polícia Militar o encontrarem tentando se esconder no meio do mato. Ele havia raptado a vítima e se dirigido a uma área de mata, onde seu carro ficou preso em um buraco, segundo informou a Polícia Militar.

A criança fugiu e conseguiu pedir socorro. Bariri tem 35 mil habitantes e fica a 300 quilômetros da capital paulista. A investigação é conduzida pela Central de Polícia Judiciária, em Bauru, próxima do município.

Expulsão sumária  

“O PSDB de São Paulo informa que expulsou sumariamente o prefeito interino de Bariri, Paulo Henrique de Araújo. O partido se solidariza à família da vítima e espera que o caso seja esclarecido e o culpado severamente punido”, diz a nota do partido.

O prefeito de Bariri (agora ex-prefeito) deverá, em breve, fazer companhia a outro ex-prefeito que também era do PSDB. Trata-se de Acir Filló, ex-prefeito de Ferraz, que está preso desde o ano passado por determinação da Justiça.

Filló cometeu dezenas de irregularidades administrativas no tempo em que esteve no comando da prefeitura ferrazense. É importante destacar que em nenhum momento durante e após a sua gestão, Filló recebeu qualquer acusação de crimes contra crianças ou de assédio sexual contra crianças ou adultos.