Procuradores suspeitam de ‘fogo amigo’ e garantem: “Não conversamos com réus por improbidade”
Nesta terça-feira o procurador Gabriel afirmou que não fez e nem autorizou nenhum procurador a fazer qualquer tipo de acordo com o prefeito ou com o diretor de comunicação/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Guararema Mirante

Nesta terça-feira, 14, o procurador afastado da prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, Gabriel Lins, entrou em contato com a reportagem do Jornal Oi para rebater as acusações feitas na segunda-feira (ao Oi) pela assessoria do prefeito Zé Biruta (PRB).

O prefeito ferrazense afirmou que os procuradores teriam agido como ‘bandidos’ ao proporem um negócio ao governo de Ferraz. Por meio desse suposto acordo, a prefeitura deixaria de investigar os procuradores e estes também interromperiam as investigações contra a gestão do prefeito Biruta e contra o diretor de Comunicação, Fernando Fellipe.

Na avaliação do governo tal proposta seria inocente e teria motivado o afastamento de cinco procuradores, sendo que uma sexta advogada e procuradora do município estaria afastada por conta de uma licença maternidade.

Nesta terça-feira o procurador Gabriel  afirmou que não fez e nem autorizou nenhum procurador a fazer qualquer tipo de acordo com o prefeito ou com o diretor de comunicação. “O nosso afastamento foi uma ilegalidade que será corrigida pela Justiça e agora o governo tenta justificar por meio de uma mentira. Não negocio nada com ninguém e nem converso com pessoas que são rés por improbidade administrativa. Nós procuradores, simplesmente procuramos cumprir a lei e defender os interesses da prefeitura de Ferraz”, argumentou Lins.

O advogado desde 2013 tem sido alvo de armações de representantes da prefeitura que não concordam com as ações e investigações da Procuradoria Municipal. Apesar de garantir que não participou e nem autorizou ninguém a fazer qualquer tipo de proposta ao prefeito Zé Biruta ou para o diretor de Comunicação, o procurador não descartou a possibilidade de algum integrante da Procuradoria ter sido gravado (de forma voluntária ou involuntária) por integrantes do governo.

“Foi registrado (pela prefeitura) um Boletim de Ocorrência onde aparece o nome de uma das procuradoras do município, sendo que essa procuradora teria participado de algum tipo de diálogo com pessoas ligadas ao prefeito. Mas de qualquer forma essa integrante não representa a Procuradoria e nem fala pelos demais procuradores. Por outro lado, já estamos tomando todas as providências legais e não posso, por questões estratégicas, adiantar quais são elas para retomarmos nossas atividades da Procuradoria e em seguida pretendo processar todos aqueles que estão promovendo ataques e calúnias contra os procuradores e ao nosso trabalho”, destacou o procurador Gabriel.

O governo Biruta poderá se manifestar nas próximas horas.