Prefeito de Suzano garante apoio em atendimento na escola Raul Brasil
Segundo o prefeito Rodrigo Ashiuchi, a abertura da escola é importante para que todos possam viver o luto e, principalmente, para dar todo o suporte psicossocial aos alunos, profissionais, familiares e amigos/ Foto: Mauricio Sordilli/Secop Suzano
Prefeitura de Mogi das Cruzes

A Prefeitura de Suzano vai auxiliar na próxima semana (de 18 a 22) no atendimento aos alunos e profissionais da Escola Estadual Professor Raul Brasil, bem como aos familiares e amigos das vítimas do crime que ocorreu na última quarta-feira, 13, quando dois adolescentes armados e encapuzados invadiram a escola e efetuaram disparos contra estudantes e profissionais da instituição de ensino, deixando dez mortos e mais de 20 feridos.

O anúncio foi feito pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi durante reunião do Plano de Apoio e Acolhimento, organizada pela Secretaria de Estado da Educação, na tarde dessa sexta-feira, 15, na própria unidade de ensino, localizada no Jardim Imperador.

Com início às 14 horas, o encontro para definir as estratégias teve à frente o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares da Silva, que afirmou a importância da união entre os governos municipal, estadual e federal para oferecer cuidados imediatos à Escola Estadual Professor Raul Brasil e também para criar mecanismos que serão adotados nas escolas.

“Neste primeiro momento, vamos (governo do Estado) disponibilizar 20 profissionais da Educação durante a próxima semana para garantir o funcionamento da escola Raul Brasil. Nosso objetivo é abrir a unidade de ensino para receber alunos, familiares, educadores e todos aqueles que desejarem se consultar com psicólogos e outros especialistas da Saúde. Além disso, queremos que o local seja um ponto de apoio a toda a comunidade, pois vamos oferecer atividades que possam ajudar as pessoas a viverem o luto”, informou Silva.

Durante o encontro, ficou definido ainda que na segunda-feira, 18, a escola será aberta às 10 horas para acolhimento dos funcionários que desejarem receber atendimento psicológico. Já na terça-feira, 19, o serviço será voltado aos alunos, com atividades de reflexão e rodas de conversa. Para o dia seguinte, 20, haverá abertura para a comunidade e familiares.

“Não teremos atividades obrigatórias aos professores e aos alunos. Vamos respeitar o tempo de cada um e o da escola. Reforço que precisamos nos preocupar com as pessoas, seja com a segurança preventiva ou com a segurança mental. Nós teremos atendimento durante toda a semana, individual ou coletivo. Estaremos aqui para ajudar”, declarou o secretário de Educação do Estado.

Segundo o prefeito Rodrigo Ashiuchi, a abertura da escola é importante para que todos possam viver o luto e, principalmente, para dar todo o suporte psicossocial aos alunos, profissionais, familiares e amigos.

“A Educação é a base das pessoas e o pilar das famílias. A união da prefeitura com os governos estadual e federal tem um único objetivo: confortar e oferecer apoio à comunidade. Esta reunião foi o começo das tratativas para definirmos as medidas de acolhimento e de acompanhamento de todos os alunos”, finalizou o chefe do Executivo.

Na reunião também foram ouvidos profissionais, professores e um estudante da escola, que estavam na unidade quando houve o atentado.

O encontro contou com a participação da presidente do Fundo Social de Solidariedade de Suzano, a primeira-dama Larissa Ashiuchi; da primeira-dama do Estado de São Paulo, Bia Dória; do secretário estadual de Justiça e Cidadania, Paulo Dimas Mascaretti; dos secretários municipais Leandro Bassini (Educação), Luis Cláudio Rocha Guillaumon (Saúde) e Murilo Inocêncio (Assistência e Desenvolvimento Social); e da deputada federal Kátia Sastre.

Também participaram do encontro colaboradores, estudantes e familiares das vítimas, bem como representantes de diversos órgãos, como o Ministério dos Direitos Humanos, Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Acolhimento Estratégico

O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Alumiar vai realizar um atendimento estratégico nos próximos dias. O objetivo da unidade é acolher alunos da Escola Estadual Professor Raul Brasil, familiares e amigos das vítimas, além de estudantes da cidade e outras pessoas que possam ter sido afetadas psicologicamente com o ataque ocorrido na última quarta-feira.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, uma equipe multiprofissional estará atuando no local, entre psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psiquiatras, entre outros.

No sábado e no domingo (16 e 17), o local estará aberto das 8 às 13 horas para receber as pessoas. O trabalho também será realizado entre 18 e 22 de março (de segunda a sexta-feira), das 8 às 17 horas.

“Nosso objetivo é acolher individualmente cada pessoa que possa ter sido traumatizada com a ocorrência que teve dez vítimas fatais e mais de 20 feridos. O crime afetou a todos os brasileiros, principalmente os suzanenses. Desta forma, atenderemos de forma estratégica e ofereceremos o direcionamento médico”, explicou o secretário municipal de Saúde, Luis Cláudio Rocha Guillaumon.

O chefe da pasta explicou ainda que, normalmente, o Caps realiza atendimento aos adultos com transtorno mental severo e persistente. Porém, com o ocorrido, haverá um “plantão exclusivo” aos munícipes. “Atualmente, só o Caps Alumiar atende mais de 200 pessoas, porém, nos solidarizamos com as famílias das vítimas e com os alunos. Estaremos à disposição para ajudar a todos”, finalizou.

O Caps está localizado no número 187 da rua Otávio Miguel da Silva, no Jardim Imperador.