Patrulha Maria da Penha completa quatro anos de atuação com mais de 1,5 mil atendimentos
No período, mais de 1,5 mil mulheres vítimas de violência foram atendidas; iniciativa será celebrada no próximo dia 18/ Foto: Mauricio Sordilli/Secop Suzano e Irineu Junior/Secop Suzano

A Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM), completa neste mês quatro anos de atuação na cidade. Em celebração a esta marca, a Prefeitura de Suzano vai promover uma solenidade especial no próximo dia 18 (quinta-feira), às 15 horas, no Anfiteatro Orlando Digenova, localizado no Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi (rua Benjamin Constant, 682 – Centro).

De acordo com a corporação, a Patrulha Maria da Penha foi criada com o objetivo de promover a proteção da comunidade suzanense frente a casos de violência contra a mulher, prevista na lei federal nº 11.340/2006, a “Lei Maria da Penha”. Atualmente, conta com oito agentes dedicados ao trabalho de acompanhamento de vítimas e à preparação de todo o contingente da força municipal para o atendimento de ocorrências de tal natureza.

Em Suzano, nos últimos quatro anos, 1.548 vítimas de violência doméstica requisitaram medidas protetivas à Justiça. Desde então, foram realizadas 32,5 mil rondas pela GCM para garantir o cumprimento das determinações judiciais. No total, 28 pessoas foram presas em flagrante por desobedecerem às medidas cautelares que estabelecem distância mínima e ausência de contato por qualquer meio de comunicação ou pessoalmente.

A atividade agendada para 18 de outubro como forma de comemorar a atuação da Patrulha Maria da Penha, que já serviu de exemplo para outras cidades do Alto Tietê e até mesmo de fora do Estado de São Paulo, será uma palestra aberta ao público, com duas horas de duração e contará com a participação de autoridades do município.

Na oportunidade, serão tratados temas como a importância da elaboração de denúncia, o trabalho da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano e dos poderes Legislativo e Judiciário no combate à violência doméstica, o engajamento da comunidade por meio de iniciativas como o programa Promotoras Legais Populares e relatos de vítimas. Serão concedidos certificados a todos os presentes.

Para a presidente do Fundo Social de Solidariedade de Suzano, primeira-dama Larissa Ashiuchi, a participação da população em torno do assunto tem aumentado nos últimos anos. “Contamos com diversas autoridades constituídas para promover o bem-estar e a segurança de quem é vítima desta violência, que há muito tempo foi ignorada pela sociedade. Hoje não podemos nem iremos nos calar, e o trabalho da Patrulha Maria da Penha garante a paz e a tranquilidade a quem procura”, afirmou.