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Em reunião nesta quarta-feira, 7, dirigentes de cinco partidos do campo progressista decidiram criar ainda em fevereiro uma frente contra as reformas de Michel Temer e em favor do direito de o ex-presidente Lula se candidatar.

O encontro ocorreu na sede do PDT em Brasília e reuniu o deputado cearense André Figueiredo, líder da legenda trabalhista na Câmara, o senador João Capiberibe, do PSB do Amapá, o deputado Ivan Valente, do PSOL de São Paulo, e a presidente do PCdoB, Luciana Santos, de Pernambuco.

A presidenta do PT, Gleise Hoffmann, e o senador petista Lindbergh Farias estavam presentes, além do senador Roberto Requião, do MDB.

De acordo com reportagem publicada no site da revista Carta Capital, o objetivo do encontro foi o de construir uma Frente Ampla nacional, que deverá buscar a garantia dos direitos dos trabalhadores e aposentados, além de mobilizar a população em defesa do direito de Lula se candidatar. Carlos Lupi, presidente do PDT, defendeu a participação do petista mesmo com o apoio do partido à candidatura de Ciro. “Temos candidato a presidente, mas queremos Lula na disputa para se ter uma opção. É um direito dele”, diz o dirigente.

Já Carlos Siqueira, presidente do PSB, afirmou que a melhor solução para o caso “é entregar para a população decidir”. Flavio Dino, governador do Maranhão pelo PCdoB, também defende o direito de Lula concorrer. “É uma exigência democrática. Estamos diante de uma aplicação casuística do direito, o conjunto da obra mostra isso. E isso leva à necessidade de uma atitude política coerente e proporcional à dimensão desse casuísmo”.

Mais perseguido que Getúlio Vargas

Também nesta semana causou repercussão a informação de que o jurista Sepúlveda Pertence atuará na defesa do ex-presidente Lula. O jurista afirmou que o petista tem sofrido “perseguição”. “A maior desde Getúlio Vargas”, disse o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração foi dada à Folha de S. Paulo. Segundo a reportagem, ele disse que será apenas “mais um defensor de Lula” e que não possui um estilo de enfretamento igual ao adotado pelo atual defensor de Lula, o advogado Cristiano Zanin Martins. O ex-presidente Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que aumentou a pena que havia sido estipulada pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro.