Para onde vão os 14 milhões de votos que eram de Joaquim Barbosa?
Barbosa declarou motivos pessoais para desistir da candidatura, que anunciou pelo Twitter antes mesmo de o partido se pronunciar / Foto: Pedro Ladeira/AFP

Depois da surpresa, a primeira reação dos presidenciáveis com o abandono da candidatura de Joaquim Barbosa (PSB) foi de alívio. O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) representava uma atração de votos incomparável no cenário eleitoral recente.

Na primeira testagem, Barbosa acumulou 14 milhões de votos, percentual muito maior que o de qualquer outro político na mesma condição, e assustou os adversários. A saída dele pode acabar com as chances de os pessebistas encabeçarem alguma chapa, o que coloca novamente no radar a possibilidade das coligações.

Com pinta de outsider, Barbosa declarou motivos pessoais para desistir da candidatura, que anunciou pelo Twitter antes mesmo de o partido se pronunciar. A notícia não agradou ao presidente do PSB, Carlos Siqueira, que disse ao Correio Braziliense que uma reunião na próxima semana resolverá a questão. A desistência de Barbosa estava entre as possibilidades, admite o líder pessebista, mas nunca foi encarada como uma possibilidade real. Tanto que não há plano B.

“Ele estava com ressalvas. Aí, falei: olha, ministro, só vale ser candidato se tiver muita vontade. Se não tiver, melhor desistir. Foi o que ele fez.” Com a mudança no cenário, foi convocada uma reunião em tom de emergência. “A executiva deve se encontrar nos próximos dias, talvez na semana que vem, para ponderar tudo o que aconteceu. Não há plano B, então, o mais provável é que não exista outro candidato”, complementou Siqueira.