Os temas dessa eleição
Os políticos precisam enxergar que não dá pra ganhar a eleição e perder o governo. Isso o governo Dilma nos ensinou

Parece que entramos de vez no espirito da eleição. Já é possível sentir isso nos jornais, nas conversas em família na hora do jantar, na fila do banco. Na próxima semana acontece o primeiro debate, realizado pela Band, e acredito que três temas tomarão conta, não só dele, mas de toda a eleição.

Em 2014 vimos como a lava-jato, com alguns meses de vida, foi pauta no debate político-eleitoral. Nessa eleição, quatro anos depois, veremos a ampliação desse debate. A pauta de combate à corrupção estará presente no imaginário público e também nas propostas. O quanto essa preocupação, por parte dos candidatos, é legítima? Pouco, ou quase nada.

Com 13 milhões de desempregados, centenas de bilhões de déficit na previdência, baixa atividade econômica e tantos os dramas, a economia também vai ser extremamente relevante nessa discussão toda. Gostaria que os candidatos apresentassem propostas palpáveis sobre o assunto, mas nas atuais condições, se eles entenderem um pouco de economia, já é alguma coisa.

Outra estatística que estará presente é a de 60 mil assassinatos por ano, aproximadamente. Uma tragédia. Aqui nesta coluna já falei sobre como os jovens estão sendo vítimas dessa tragédia. Mesmo em São Paulo, Estado com os menores índices de violência do Brasil, a percepção sobre a urgência do tema é grande em toda a população.

Quero ver propostas minimamente críveis sobre esses temas. Que os candidatos não apelem para o populismo (alguns já apelaram) e que os cidadãos não caiam nesse papo (alguns estão caindo).

E diferente de 2014, espero não presenciar um estelionato eleitoral. Os políticos precisam enxergar que não dá pra ganhar a eleição e perder o governo. Isso o governo Dilma nos ensinou.