A  conclusão do projeto executivo até abril e a probabilidade de iniciar as obras por Arujá foram dois dos pontos abordados pela equipe técnica da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) em audiência pública de apresentação do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do Corredor BRT Perimetral Alto Tietê, promovida na noite de quinta-feira (09/02), pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente, no Clube União.
Além de Arujá, o empreendimento de mobilidade urbana passará pelos municípios de Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos – os também tiveram audiências públicas, uma das etapas do licenciamento ambiental. A previsão para começo efetivo das obras é de três anos.
 Segundo os técnicos da EMTU e o geólogo Walter Faria, da WALM Engenharia, empresa responsável pelo EIA/Rima, Arujá é o município mais avançado do ponto de vista de projeto e o que tem menos problemas de desapropriação.
“É a cidade com o menor número de desapropriação e com perfil diferente das outras, uma vez que suas áreas não têm ocupação”, afirmou Faria. “É um projeto muito importante e esperamos que todas as etapas do cronograma sejam cumpridas para que as obras comecem”, disse a arquiteta Cristiane Dias, da EMTU.
EIA/RIMA
De acordo com o EIA/RIMA, há nove áreas para desapropriação em Arujá, sendo que a maioria será doada por lindeiros do município. Ainda segundo o documento, o investimento na cidade totalizará  R$ 114,2 milhões para a construção de um viaduto de prolongamento da Avenida Ângelo Anunciato, uma transposição do Córrego Caputera, estações e terminal de embarque e desembarque e 3,2 quilômetros de viário.
Será no município também a implantação do Centro de Controle Operacional do Corredor.
O traçado em Arujá partirá do Terminal a ser construído na esquina da Avenida Mário Covas com a Renova dos Santos. Ele seguirá até o encontro com a SP-56, onde haverá uma transposição entre as avenidas Benedito Manoel e Ângelo Anunciato.
Autoridades
Diversas autoridades compareceram à audiência, entre elas o prefeito José Luiz Monteiro, o vice Márcio Oliveira, secretários municipais e vereadores.
Ao comentar a importância do Corredor Metropolitano diante da necessidade de um sistema de transporte público de qualidade, o chefe do Executivo arujaense demonstrou preocupação com as compensações ambientais, humanas e sociais do empreendimento.
“Recebemos o Corredor com bons olhos e concordo com a preocupação dos vereadores e do Márcio, de que a cidade e sua população não podem ser prejudicadas. As contrapartidas são fundamentais”, avaliou o prefeito.
Márcio Oliveira ressaltou que a cidade está em pleno desenvolvimento e também cobrou contrapartidas ao município. “É preciso que saibamos o que está no bojo do projeto para acompanhar todo este processo”, disse.
Colaboração
Moradores, representantes da sociedade civil e população em geral podem fazer propostas e colaborações ao projeto em até cinco dias úteis após a data da audiência.
O EIA/Rima está disponível na internet, nos sites da Cetesb (www.cetesb.sp.gov.br) e da EMTU/SP (www.emtu.sp.gov.br). Nele é possível consultar todas as informações de todo o projeto do Corredor.​