O velho modo de fazer política
Todas as manhãs quando saio para trabalhar, encontro em meu portão santinhos de diversos candidatos, e sempre fico me perguntando, por que eles acreditam que dessa forma irão me convencer a lhes confiar meu voto?
Prefeitura de Guararema 360º

No dia em que a campanha eleitoral é liberada, frequentadores de locais movimentados começam a lamentar o que veem. Bandeira na cara, papel jogado no chão, caixas de correios lotadas de santinhos e portões com placas coladas sem autorização.

Desde o dia 16 de agosto, essa realidade é comum na maioria dos municípios brasileiros, principalmente aos fins de semana, onde além das pessoas que já ficam durante a semana toda fazendo a divulgação de seus candidatos, caminhadas e carreatas são promovidas, transformando o centro comercial de alguns municípios em um verdadeiro inferno.

Faz algum tempo que venho observando essa maneira arcaica de se pedir voto, é uma forma tão ineficiente que fica visível até no olhar das pessoas que ali “trabalham”, onde acabam abraçando causas e pessoas por conta do desemprego, da desesperança.

Pessoas em diversas situações, jovens universitários, idosos, ou até crianças acompanhando seus pais, todos ali representando uma política que na verdade não funciona, em troca de algo que eles necessitam.

Todas as manhãs quando saio para trabalhar, encontro em meu portão santinhos de diversos candidatos, e sempre fico me perguntando, por que eles acreditam que dessa forma irão me convencer a lhes confiar meu voto? Será que acham que vão me ganhar pela insistência?

Essa prática é reflexo claro da carência de pessoas que estejam de fato interessadas em saber a realidade das pessoas e mudar a vida delas para melhor.

Ao invés de ir às ruas e conversar com as pessoas sobre suas necessidades, apresentar seus projetos e se mostrar à disposição, é mais fácil encher as ruas de papel com seu número e a cabeça das pessoas com sua música.

Felizmente, uma parte dos candidatos vem aprendendo que política se faz com relacionamento e trabalho duro, e prefiro manter a esperança de que essa turma,  será a responsável por uma mudança na política do nosso país.