O que será que o PR está achando dessa ‘história’ de Márcio França trocar o PSB pelo PSDB?

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Ainda antes de acabar a farra do carnaval começaram a ganhar destaque na imprensa de São Paulo a informação de que o vice-governador do Estado, Márcio França (PSB), poderá ser convidado a ingressar no PSDB para concorrer ao governo de SP no próximo mês de outubro.

Caso isso venha a ocorrer, o PSDB resolveria o seu grande problema de momento – deixar de indicar um candidato para disputar a eleição no Estado em que elegeu todos os governadores desde 1994. E resolveria também o problema do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que quer sair candidato a presidência do Brasil, mas para isso precisa de um candidato/palanque forte em São Paulo. Na reta final do carnaval o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), deixou o cenário ainda mais tumultuado ao dizer que França ‘seria bem-vindo ao PSDB’, mas teria de disputar as prévias com outros tucanos (incluindo Doria) interessados em disputar a eleição para o Palácio dos Bandeirantes. Marcio França disse que a troca do PSB pelo PSDB não seria provável, mas não descartou totalmente a possibilidade de deixar o partido do qual é um dos fundadores, para facilitar a vida dos tucanos nas eleições à SP e ao governo federal.

PR será o mais prejudicado
A troca (ou não) de partido pelo vice-governador deverá produzir bastante polêmica nas próximas horas, mas caso ela se concretize já é possível destacar quem seria o principal vencedor e também o maior derrotado. O PSDB de Alckmin seria o ganhador máximo – ou alguém acredita que Marcio França irá vencer uma prévia dentro do PSDB? O PR dos deputados André do Prado e Marcio Alvino, aliados de 1ª hora de Marcio França em sua decisão de concorrer a cadeira de Alckmin, seria o mais prejudicado caso o vice-governador troque de partido. O PR, no caso de França ser candidato pelo PSB, poderia indicar o vice. Já no caso de França concorrer pelo partido tucano.

Alvino e Prado trabalharam forte pela candidatura de França. E agora?

Em recente conversa com o Oi, Alvino, revelou que precisou convencer a cúpula do partido (Valdemar Costa Neto) de que o apoio à Marcio França (obviamente no PSB) seria a melhor opção ao PR paulista. Por outro lado, o deputado estadual admitiu que o PR pleiteia indicar o candidato a vice na chapa de França – isso no caso de ele ser candidato pelo PSB. No caso de França ir para o PSDB e conseguir ser candidato, o PR deverá ser rebaixado da categoria de protagonista a coadjuvante, uma vez que o PSDB deverá priorizar o PSD, o DEM e o PMDB partidos com os quais estaria mais alinhado que com o PR.

Vice-governador afirma que Geraldo Alckmin precisa do apoio do PSB

Em entrevista à Jovem Pan o vice-governador não descartou, mas disse que “não é provável” e “não faz sentido” sua especulada ida ao PSDB para formar um palanque único tucano pelo governo paulista. “Ninguém nunca me convidou para ir para o PSDB. Não tem sentido”, disse França. “Nós não podemos colocar em risco o Brasil por conta da minha situação. Não tem sentido fazer esse movimento (troca) já que Alckmin precisa e está em busca de mais apoios partidários e eu confio que o meu partido estará com ele na eleição. Se eu mudo de partido, o meu partido não estará com ele”, afirmou o vice-governador.

Vice destaca que parceria PSB e PR garante mais de 10 minutos de TV

Questionado sobre a possibilidade, no entanto, França não a descartou. Ele assumiu que deu uma “resposta sofismada para não fechar a porta de nada” e reiterou que “não é provável” sua mudança de sigla. França que deve assumir o governo paulista em abril, assim que Alckmin deixar o cargo para concorrer à Presidência, ressalta o tempo de TV. Em suas contas, são 5,5 minutos do PSB, mais 5,5 do PR, o que já garante 11 minutos diários de exposição televisiva.

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