O que a pastora/ministra Damares teria a dizer à jovem que abandonou o filho (morto) no cemitério em Ferraz?
O caso dessa suposta mãe que deixou o corpo do bebê diante do cemitério, chama a atenção para a realidade que atinge milhares de mães, bebês e de famílias no Alto Tietê, São Paulo e Brasil afora/Foto: Polícia Civil/Divulgação e Valter Campanato/Agência Brasil
Governo do Estado de São Paulo ( Detran )

Desde que foi escolhida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para o Ministério das Mulheres e Direitos Humanos, a pastora evangélica Damares Alves tem se envolvido nas mais diversas e inúteis polêmicas.

Uma hora ela aparece com a história de que viu Jesus no pé de goiaba. Depois veio a história de que menino deve vestir azul e menina rosa e por vai.

Puro diversionismo à frente de um ministério que tem papel fundamental no desenvolvimento de políticas públicas que promovam e/ou preservem a vida das crianças, das mulheres, dos homens e de todos.

Diante da nossa realidade o Jornal Oi convoca a ministra pastora para a (dura e muitas vezes trágica) vida real. E faz essa convocação por meio de uma pergunta simples.

O que a pastora/ministra tem a dizer (ou melhor, como ela pode ajudar) para a jovem ‘mãe’ que abandonou o corpo do filho recém-nascido diante de um cemitério público na miserável cidade de Ferraz de Vasconcelos?

Esse caso chocante ganhou destaque na imprensa do Alto Tietê nas últimas horas principalmente por conta de um bilhete que a mãe do bebê deixou junto do corpo dentro de uma sacola.

Confira a reprodução do bilhete que ilustra essa reportagem:

Sem dinheiro para enterrar o corpo do bebê    

Na carta a suposta mãe informa que o bebê se chamava Bernardo e tinha um dia de vida. A suposta mãe afirma que ao acordar viu que o menino estava morto e disse que não tinha culpa e que não tinha matado o filho.

A pessoa que escreveu ainda afirmou ser moradora de uma comunidade e que não tinha dinheiro para enterrar o filho.

De acordo com o boletim de ocorrência, a PM também apurou no local que ainda de madrugada um carro parou na frente da portaria e uma mulher desceu pedindo fita isolante, mas o funcionário não tinha para emprestar.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Ferraz como morte suspeita. A polícia solicitou exame necroscópico para apurar a causa da morte.

E então ministra, o que a senhora e seu governo tem a dizer e a fazer?

O caso dessa suposta mãe que deixou o corpo do bebê diante do cemitério, chama a atenção para a realidade que atinge milhares de mães, bebês e de famílias no Alto Tietê, São Paulo e Brasil afora.

E então ministra Damares, o que a senhora tem a dizer (ou a melhor a fazer – com o apoio do presidente Bolsonaro) por jovens e crianças brasileiras que estão largadas nas periferias e quebradas do Alto Tietê e de todo o Brasil?

Já existe algum projeto em conjunto com o governo do Estado de São Paulo e as prefeituras para evitar que tragédias como essa se repitam?

Avaliamos que em casos trágicos como esse (que envolve a vida de mães e bebês brasileiros) a ministra e os seguidores do novo governo não vão continuar simplesmente responsabilizando o incompetente governo do PT (que acabou em 2016). Agir é preciso.

Ministra Damares e todos os deputados estaduais e federais eleitos pelo PSL terão todo espaço de que precisarem no Jornal Oi para informarem o que o novo governo fará (a curto prazo) para que nunca mais seja necessário a publicação de bilhetes (como este) que nos fazem duvidar de nossa humanidade e capacidade de evoluirmos como pessoas e como um povo em busca da civilidade.

Em tempo, o Jornal Oi tem cumprido com o seu papel ao denunciar toda a incompetência do governo do prefeito Zé Biruta, em resolver os problemas da população e da cidade de Ferraz e a cobrança por um governo sério e eficaz em Ferraz, demais cidades da região, no Estado e em todo o Brasil será intensificada neste ano de 2019.