O crescimento da polarização política
Amizades estão sendo desfeitas e atentados estão acontecendo/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Guararema 360º

As manifestações de 2013 deram início a um período novo no Brasil, elas foram às precursoras para o início de uma polarização política, que vem crescendo nesses últimos cinco anos, chegando ao nível que estamos presenciando hoje, onde amizades estão sendo desfeitas e atentados estão acontecendo.

O termo polarização vem da física, é um fenômeno que ocorre quando as ondas eletromagnéticas são selecionadas e dividas. É justamente por essa divisão que o termo também é utilizado em outros temas, na política, por exemplo, é utilizada quando há o intuito de concentrar a atenção ou a atividade de uma ação em dois extremos opostos.

Durante a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, as coisas passaram a tomar forma. Quem não lembra do imenso muro colocado na esplanada dos ministérios, que dividia grupos pró e contra o afastamento de Dilma? Esse foi o estopim para uma divisão que já existia. O confronto entre esquerda e direita, coxinhas e mortadela, passou a ser brutal a partir da votação.

Com a aproximação das eleições esse extremismo passou a ser maior. Esse tipo de polarização muda de certo modo o processo político, dando uma ênfase ainda maior para aqueles que representam os extremos.

As redes sociais têm grande influência no crescimento disso, uma vez que os algoritmos fazem com surjam no feed das pessoas apenas o que elas mais gostam de ver, e ocultam publicações que por algum motivo não teriam interesse ou discordam.

Dessa forma, uma bolha é criada, onde se convive apenas com quem detém a mesma opinião, e quando por ventura um argumento diferente aparece, não existe debate, mas sim uma grande briga, que costuma acabar com o botão desfazer amizade.

Essa polarização acabou nos trazendo a eleição que será a mais importante das últimas décadas, toda via, com candidatos perigosíssimos ao futuro do país, seja pregando discursos de ódio ou planos impossíveis. Assim de repente, a melhor opção passou a ser ficar em cima do muro e manter as esperanças de que o país ainda possa ter um respiro.