A agência que regula telecomunicações nos EUA decidiu nesta quinta-feira acabar com o princípio da neutralidade na internet, que até agora obrigou os provedores a garantirem acesso igualitário dos usuários a todo o conteúdo oferecido online de maneira legal.

A regra impedia provedores de dar prioridade ou de excluir determinados produtos de seus serviços ou de cobrar preços diferenciados de acordo com a velocidade de acesso. Criticada por empresas de tecnologia e grupos de defesa dos consumidores, a decisão promete mudar de maneira radical a maneira como a internet funciona.

 

Mudanças na internet no EUA

Os grandes beneficiários da medida são as empresas de telefonia e TV a cabo que oferecem os serviços de conexão online. A neutralidade da internet havia sido aprovada em 2015 pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), a agência do governo americano que regula o setor. A proposta para rejeitá-la foi apresentada por Ajit Pai, novo dirigente do órgão nomeado pelo presidente americano, Donald Trump.

O texto foi aprovado com o voto de três dos cinco comissários que são ligados ao Partido Republicano. O governo sustenta que a regulamentação da internet, adotada em 2015 sob o governo Barack Obama, reduziu investimentos e inovação, ao restringir a ação de leis de mercado no setor.

Desde então, investimentos em banda larga caíram por dois anos seguidos, na primeira vez em que isso aconteceu fora de uma recessão na era da internet”, diz a proposta.

Com a mudança, a internet deixa de ser tratada como um serviço de utilidade pública e passa a ser classificada como um serviço de informação. Sua supervisão deixará de ser feita pela FCC e passará a ser responsabilidade da Comissão Federal de Comércio.

 


CLIQUE AQUI PARA SEGUIR NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

CLIQUE AQUI PARA VER MAIS OPINIÃO BRAS SANTOS

VEJA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE BRASIL E MUNDO