Neste carnaval, cuidado com a doença do beijo que é transmitida pela saliva

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Já ouviu falar em Doença do Beijo? Nome popular da Mononucleose, a Doença do Beijo é comum entre os jovens de 15 a 25 anos e costuma aumentar na época do Carnaval. Isso porque, o vírus Epstein-Barr é transmitido pela saliva, sendo os beijos trocados durante os bailes e blocos de Carnaval um grande meio de transmissão.

Os primeiros sintomas da Mononucleose começam a aparecer entre 4 e 8 semanas após a contaminação e duram até 2 semanas. Os mais comuns são febre alta, dor de garganta e dores pelo corpo, fadiga, aumento dos gânglios cervicais (ínguas), vermelhidão na pele após uso de antibióticos. Em casos mais graves, e menos comuns, pode haver aumento do baço e do fígado causando alteração nas enzimas hepáticas e em casos extremos hemorragias e até hepatite.

Como os sintomas são parecidos com os de diversas outras doenças, o médico otorrinolaringologista, Mohamad Saada, destaca a importância de se consultar um médico e realizar o exame de sangue para confirmar a doença.

“Além dos sintomas serem comuns a outras doenças, não há um tratamento específico para a Mononucleose, apenas para minimizar o mal-estar. A orientação para o paciente é tomar medicamentos sintomáticos, para aliviar dor e febre indicados pelo médico, ficar em repouso e se hidratar bem”, explica o médico por meio da empresa Linha Fina de assessoria de imprensa.

Transmissão

Embora o beijo seja o meio mais comum para a transmissão da Mononucleose, tanto que virou o nome popular da doença, o vírus pode ser transmitido pelo espirro, tosse e até copos e talheres usados por alguém infectado pelo vírus.

O otorrino detalha ainda que mesmo após o desaparecimento dos sintomas, o vírus permanece no corpo por toda a vida. Porém, a contaminação pelo vírus da Mononucleose acontece principalmente na fase mais aguda dos sintomas, porém a transmissão pode acontecer até um ano depois do surgimento dos primeiros sinais da doença.

“Não existe nenhuma vacina ou medicamento para prevenir a Mononucleose. A melhor prevenção é evitar o contato, seja com beijo ou utilizando os mesmo utensílios, da pessoa que tem a doença”, finaliza ele.

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