“Não colocaria meu nome ao lado de outro que eu não confiasse”, diz Eliane Nikoluk sobre Márcio França
A declaração foi compartilhada na última quarta-feira, 12, durante reunião de trabalho com candidatas do PR/ Foto: AI/Cel Eliane Nikoluk

A coronel da Polícia Militar (PM) Eliane Nikoluk (PR), de 48 anos, reiterou que só concordou em abrir mão da candidatura à deputada estadual para ser postulante à vice-governadora de Márcio França (PSB) porque, além de confiar no hoje chefe do Palácio dos Bandeirantes, reconhece seu quilate político e suas propostas como sendo as melhores para que o Estado de São Paulo se desenvolva e ofereça melhor qualidade de vida para as pessoas.

A declaração foi compartilhada na última quarta-feira, 12, durante reunião de trabalho com candidatas do PR e de demais partidos da coligação “São Paulo Avança” (PSB, PSC, PPS, PTB, PV, PR, PODE, PMB, PHS, PPL, PRP, PATRI, PROS, SOLIDARIEDADE, e AVANTE).

O encontro foi realizado pela Executiva do PR Estadual num salão de eventos na capital (Santa Cecília) e reuniu mais de cem mulheres. O objetivo da inciativa foi aproximar Eliane Nikoluk dessas lideranças.

Na oportunidade, a coronel recebeu uma homenagem do partido do qual é filiada pelos serviços prestados em 30 anos de farda. Foi valorizada, inclusive, sua passagem pela Defesa Civil, pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), pelo Setor de Inteligência da corporação e, mais recentemente, pelo Comando de Policiamento do Interior (CPI-1), responsável por 39 municípios das regiões do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira.

Em seguida, Eliane Nikoluk falou sobre sua passagem profissional, vida pessoal e sobre os motivos pelos quais ingressou na Política. Contou que decidiu ser policial ainda criança, porque queria ser como seu pai (também PM), principalmente após testemunhar a equipe chefiada por ele salvando pessoas soterradas em Campos do Jordão-SP, onde sua família morava.

“No fim dos anos de 1980, foi aberto concurso para o Curso Superior de Formação de Oficiais (CFO) na Academia do Barro Branco para mulheres. Não tive dúvidas, prestei a prova e fui aprovada para uma das 15 vagas da turma que entraria para a história como a primeira formada por comandantes do sexo feminino do Brasil e da América Latina”, recordou.

Eliane Nikoluk admitiu que só em duas oportunidades teve dúvidas quanto a sua permanência na PM: quando seu pai, ao ser reconhecido como policial por um criminoso, foi assassinado na porta de sua casa, e, anos depois, quando ao retornar para a família, após longo período de trabalho na Defesa Civil, uma de suas filhas não a reconheceu e correu para o colo da babá.

“Mas, não dava para eu desistir da Polícia, afinal, era o meu trabalho que tirava pessoas como a que matou meu pai das ruas. E, não dava para eu deixar meu trabalho por causa da minha ausência familiar, já que tantas mães saem para trabalhar todos os dias e, muitas vezes, em condições muito mais adversas do que as que eu enfrentava na época. Era só uma questão de organização, de persistência e de qualidade do tempo que eu tinha com meu marido e minhas filhas”, assegurou.

Essa mesma determinação e certeza a fizeram entrar para a Política neste ano, ao passo em que já se preparava para aposentar-se da PM. Uma das filhas, novamente, foi uma  espécie de motivação.

“Um dia, minha filha falou que estava querendo morar fora do País, porque o Brasil não tinha mais jeito. Aquilo foi um choque para mim, porque meus avós, imigrantes russos e poloneses, vieram para cá justamente porque aqui tiveram oportunidades. Foi aí que decidi ingressar na Política a convite de um velho amigo, o deputado federal Capitão Augusto (PR). Me filiei ao PR, que me deu total liberdade para trabalhar, com a ideia de sair candidata à deputada estadual. Pouco tempo depois, o governador (Márcio França) me convidou para compor a chapa e, como não sou de dizer ‘não’ para desafios, topei”, complementou.

Eliane Nikoluk deixou claro que só abriu mão de seu plano pessoal para aderir à candidatura à reeleição do governador do Estado de São Paulo porque pesquisou sobre ele e chegou à conclusão de que se tratava de “pessoa séria”.

“Cresci com meus pais dizendo que não iam deixar a mim e às minhas irmãs fortunas, bens, mas, sim, o maior patrimônio da família: o sobrenome. Desta forma, jamais estaria com alguém que não acreditasse nos mesmos valores que eu, incluindo respeito, coragem, humildade, foco, compromisso, disciplina, lealdade, resiliência, superação e fé”, acrescentou.

Para a coronel, que debuta na Política nas eleições de 2018, Márcio França é o que tem, entre os candidatos que disputam o maior posto do Palácio dos Bandeirantes mais bem pontuados nas pesquisas de opinião, as melhores propostas para fazer do Estado socialmente mais justo e desenvolvido.

Crescimento  

A mais recente pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) para o Governo de São Paulo sinaliza que Márcio França saltou de 5% para 8% nas intenções de voto. O governador do PSB também apresenta no levantamento menor rejeição entre os primeiros colocados da corrida eleitoral na esfera estadual.