Na Copa das surpresas, a final inédita dos quadriculados terá revanche histórica contra a França
Arte: Cássia Mika/Oi Diário

A Copa do Mundo da Rússia está chegando a sua reta final e terá uma final histórica entre croatas e franceses. A partida marcará o reencontro das seleções que protagonizaram um eletrizante jogo na semifinal da Copa de 98. Naquela oportunidade, os franceses levaram a melhor.

Na Copa das viradas e das surpresas, a Croácia surpreendeu a todos e já faz história chegando à sua primeira final de Copa superando a sua melhor campanha, em 1998, quando ficou em terceiro lugar. No próximo domingo, às 12 horas, no Estádio Lujniki, em Moscou, os quadriculados podem ter um feito impressionante para um país que “nasceu” na década de 90.

A Croácia que há poucos anos conseguiu seu lugar no mundo, com 4 milhões de habitantes, menos de 25 anos de história independente, já esteve duas vezes entre as quatro melhores seleções do Mundo, chegou à Rússia como zebra e na fase de grupo desbancou tradicionais equipes como a Argentina e Nigéria.

Realmente esta Copa nos mostrou que estamos vivendo novos tempos no futebol. Uma prova disso é que há trinta anos, não existia a Croácia. É como se daqui sete Copas do Mundo uma seleção que hoje ainda nem existe pudesse chegar a uma final de Mundial com grandes chances de ser campeão.

O fato é que a seleção croata, com ótimos e aguerridos jogadores que despontam em grandes clubes da Europa, quebraram barreiras em sua curta história de nação futebolística e fez seu povo sonhar. Este mesmo povo que vê em sua seleção uma maneira de acreditar que é possível ter sucesso. Só o futebol, o esporte bretão, é capaz de mudar o cenário de uma nação desacreditada.

Sobre a Seleção Brasileira

Ao contrário de muitos cronistas e comentaristas esportivos, não acredito que seja a hora de caça às bruxas. O técnico Tite levou o que tinha de melhor, foi pouco contestado em sua convocação e foi eliminado nas quartas de final por insistir em determinadas peças que não renderam o seu melhor futebol neste Mundial. Eu apostaria na manutenção do treinador para a próxima Copa.

Porém é nítido e notório que a sombra do técnico Renato Gaúcho, que no seu melhor estilo boleiro, pode dar novos ares para a geração que irá disputar o Mundial no Qatar em 2022.