Semana passada o Facebook retirou do ar 196 páginas e 87 contas ligadas ao grupo MBL, uma organização assumidamente de Direita, que se organiza de forma profissional para a disputa de cargos públicos.

As páginas foram retiradas do ar, pois tinham o objetivo de espalhar notícias falsas, enganando e ludibriando a população. Tratava-se de uma verdadeira rede de mentiras e enganações.

Já nessa segunda-feira, 30, foi a vez do presidenciável Jair Bolsonaro ser pego na mentira, durante participação no programa Roda Viva da TV Cultura. Segundo o militar de reserva, que já é deputado federal há quase 30 anos, ele participou do grupo militar que caçou Carlos Lamarca. Mas Lamarca foi morto em 1971, quando Bolsonaro tinha apenas 16 anos.

Isso sem contar quando disse que os escravos africanos foram trazidos pelos “próprios negros” e que os europeus sequer pisavam na África. O candidato esqueceu que é justamente por conta de uma brutal colonização que países como Angola e Moçambique falam português, África do Sul e Nigéria falam inglês, Camarões e Congo falam francês, etc, etc, etc.

O que surpreende tanto no caso do MBL como de Bolsonaro é: por que a extrema direita precisa recorrer a mentiras para se propagar? É ignorância pura, ou manipulação deliberada?

Acredito que opiniões diferentes são saudáveis para a democracia. Acredito na Liberdade de Expressão. Mas até que ponto vamos aceitar que políticos usem de mentiras deslavadas para autopromoção?