‘Tribunal do Crime’ descobriu suspeitos de matar duas meninas

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Duas crianças de três anos assassinadas
Duas crianças de três anos assassinadas

A polícia prendeu na sexta-feira, dia 20, dois suspeitos de terem matado duas crianças de três anos na zona leste da cidade. Após investigação, foram presos Marcelo Pereira de Souza, que teria confessado o crime, e Everaldo de Jesus Santos. A Justiça já aceitou a prisão temporária de ambos.

Os dois são os mesmos homens que foram espancados durante um tribunal do crime (geralmente promovido por chefes do PCC) na Zona Leste. A princípio, a polícia não tratava a dupla como suspeita.

Adrielly Mel Severo Porto e Beatriz Moreira dos Santos foram encontradas mortas na tarde do dia 12 de outubro dentro de um Fiorino em uma comunidade em São Miguel Paulista. Elas estavam desaparecidas desde o dia 24 de setembro.

Na manhã de sexta-feira, durante o velório das crianças que tiveram os corpos liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) na quinta, dia 19,  familiares cobraram a prisão dos suspeitos. Às 11h50, quando souberam das prisões, a tristeza que tomava conta do local deu lugar a uma comemoração. Pessoas se abraçaram e pediram justiça.

Ao saber da notícia, a mãe de Adrielly, Adriane de Jesus, disse: “Eu estou aliviada, mas minha filha continua morta.”

Antes de saber das prisões, o pai de Adrielly, Alan Porto, disse que não queria apontar para nenhuma pessoa que ele considerava culpada e agradeceu pessoas que foram solidárias com as famílias.

“Eu não posso deixar de agradecer as pessoas que oraram e tão orando pela gente. Porque é o que tem nos mantido em pé. Agradecido a vocês todos, Brasil”, disse.

Brenda Alves, amiga das famílias das crianças, afirmou que conhecia os suspeitos de vista. “A gente via na favela misturado com a gente”, disse. “[Eles] têm que pagar e, se fosse pra comunidade, a gente ia fazer justiça com as próprias mãos”, afirmou.

“No Brasil devia ter pena de morte porque isso [prisão] é pouco para o que fizeram com elas”, afirmou Vanessa Oliveira, prima de segundo grau de Beatriz.

Preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Lavínia, Tarcísio Henrique dos Santos, pai de Beatriz, não conseguiu acompanhar o enterro da filha. Ele foi levado até o local em uma viatura da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), mas por conta da grande concentração de pessoas, o lugar não foi considerado seguro.

 


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