Márcio França libera R$ 5 milhões ao Hospital de Poá. O novo governador estaria ‘refém’ do PR?
Por que o ex-governador, Alckmin, não liberou os recursos cobrados pelo prefeito Gian Lopes e o novo governador rapidamente atendeu aos pedidos? / Foto: Glaucia Paulino
Prefeitura de Mogi das Cruzes

Durante todo o ano de 2017 o agora ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-secretário de Saúde do Estado, David Uip, negaram de forma veemente e categórica os pedidos de ajuda (dinheiro) feitos pela prefeitura de Poá para ‘manter aberto e/ou retomar’ os atendimentos na pediatria do Hospital Municipal Guido Guida.

Alckmin e Uip sustentaram até o fim que a gestão do Guido Guida era/é precária e que não fazia sentido colocar dinheiro do Estado neste hospital.

Pois bem, nessa quinta-feira, 17, o novo governador Márcio França (PSB) esteve em Poá e garantiu a liberação de R$ 5 milhões do Estado para que a pediatria do Guido Guida seja reaberta pela prefeitura poaense que ainda não apresentou uma data para a retomada do serviço.

Por que, então, o ex-governador não liberou os recursos cobrados pelo prefeito Gian Lopes (PR) e o novo governador rapidamente atendeu aos pedidos? A resposta é técnica e política ao mesmo tempo. Alckmin e Uip priorizaram a questão técnica –  o hospital Guido Guida é um ‘saco sem fundo’ que precisa de melhor gestão e não de mais dinheiro.

O novo governador, ao que parece, priorizou a questão política – até porque ele está começando o seu curto mandato e é candidato a reeleição.

A grande questão é: Márcio França poderia/pode, neste momento, dizer não ao PR dos deputados André do Prado e Marcio Alvino e do prefeito de Suzano e presidente do Condemat, Rodrigo Ashiuchi? Não.

A outra questão é: por quanto tempo o governador será um refém (no bom sentido) do PR? Só agora no começo do governo? Será até a campanha? Será até o fim do ano? Até o fim do próximo mandato? A conferir.