Geraldo Alckmin (PSDB) faz nesta quarta-feira, 4, sua última visita ao Alto Tietê antes de deixar o cargo para concorrer à presidência do Brasil. O tucano visitará Suzano a partir das 11h30. Ele também estaria em Ferraz de Vasconcelos para a inauguração da Fatec, mas acabou cancelando a visita. Nas próximas horas a prefeitura ferrazense deverá informar se a inauguração da Fatec está mantida para as 13h30 ou também foi cancelada. Já o ex-presidente Lula que terá seu pedido de habeas corpus julgado nesta quarta pelo STF, é esperado a partir das 14 horas em Guararema para um evento político.

STF decide futuro de Lula e do Brasil

Esta quarta-feira poderá entrar para a história principalmente em razão do que poderá acontecer com Lula e com o Brasil. O STF terá de decidir se concede ou não o HC solicitado pelos advogados do ex-presidente Lula. Com o HC, Lula não poderá ser preso. Caso os ministros do STF optem por não dar o HC, Lula poderá ser preso nas próximas horas.

O assunto está incendiando o País e para colocar mais lenha na fogueira o ministro do STF, Gilmar Mendes, afirmou em Lisboa que a decisão da Corte sobre o pedido de habeas corpus (HC) da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá ser conhecida nesta quarta mesmo ou na quinta-feira e poderá gerar incompreensão.

Ele disse ainda que a prisão de Lula “mancha a imagem do Brasil” e alertou: “Se alguém torce para prisão de A, precisa lembra que depois vem B e C”. O ministro falou com a imprensa na capital portuguesa, onde participa do VI Fórum Jurídico de Lisboa – Reforma do Estado Social no Contexto da Globalização, organizado pelo seu Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Ter candidato condenado, mas que lidera as pesquisas é fator mais grave para coquetel (de violência). Tenho a impressão de que mancha a imagem do Brasil no curto prazo”, afirmou o ministro, explicando “conceder HC para alguém irrita muitas pessoas, mas estamos protegendo essas pessoas. Se alguém torce para prisão de A, precisa lembra que depois vem B e C”.

“Meu entendimento era de autorização sobre 2.ª instância. Na prática, virou ordem de prisão e isso é uma grande confusão que temos que esclarecer.”

De acordo com o ministro, o julgamento pedido de habeas corpus do ex-presidente vai gerar incompreensão a uma parcela da população. “Certamente haverá, num primeiro momento, esse tipo de incompreensão: um lado dirá que foi bem feito, que a decisão foi correta, e outro dirá que não foi correta e gerará críticas, mas em seguida haverá sentimento de acomodação e respeitar-se-á a decisão tomada pelo Tribunal”, afirmou.