Kátia Abreu e Sebastião Almeida revelarão no “Vai Encarar?” qual a ‘mágica’ os progressistas farão para tirar o Brasil do buraco
Kátia Abreu e Sebastião Almeida estarão ao vivo no “Vai Encarar?” nesta segunda/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Suzano Refis

A senadora, ex-ministra da República e candidata a vice-presidente na eleição deste ano, Kátia Abreu, participará nesta segunda-feira, 17, às 12 horas do programa “Vai Encarar?”.

Kátia Abreu é candidata à vice na chapa de Ciro Gomes que tem aparecido em segundo lugar nas pesquisas de intenções de votos (atrás de Jair Bolsonaro – PSL) para a eleição que acontecerá no próximo dia 7.

Também participará da entrevista o ex-prefeito de Guarulhos e ex-presidente do Condemat, Sebastião Almeida. Ele é candidato a deputado federal pelo PDT. Na entrevista desta segunda-feira, entre outras coisas, os convidados serão questionados sobre as estratégias de Ciro Gomes e do PDT para tirar o Brasil da enorme crise política e financeira que elevou para 13 milhões o total de pessoas desempregadas.

Kátia Abreu é considera polêmica e controversa  

Kátia Abreu é uma figura mais complexa da política brasileira, goste-se ou não dela. Em 2014, assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Desabastecimento de Dilma Rousseff sendo chamada por ambientalistas de órgãos como o Greenpeace de “Miss Desmatamento”.

De acordo com a revista Carta Capital, tornou-se um dos quadros mais fiéis à ex-presidenta e uma rara exceção entre os agropecuaristas a se levantar contra seu impeachment, sendo uma das mais combativas parlamentares durante o processo.

A ex-ministra foi indicada oficialmente como a vice de Ciro. Ao anunciá-la, o presidenciável do PDT ressaltou justamente a postura “combativa de Kátia diante do golpe”, destacando ainda que a ruralista enfrentou o próprio partido na época – então PMDB – e se contrapôs a “quadrilha de corruptos que dominou a democracia”.

Quando assumiu como ministra do governo Dilma, Kátia Abreu recebia críticas constantes da esquerda. Seu discurso favorável a transgênicos e agrotóxicos incomodava diversos setores.

Dona de uma fazenda de soja e de gado no Tocantins, ela nunca escondeu suas posições contra a demarcação e o assentamento de terras. Em seu discurso de posse no ministério ela defendeu uma desaceleração ainda maior no programa de reforma agrária.

“Ele tem de ser pontual, para os vocacionados. E se o governo tiver dinheiro não só para dar terra, mas garantir a estrutura e a qualidade dos assentamentos. Latifúndio não existe mais”.

Sua atuação contra o Código Florestal enquanto parlamentar também causava protestos dos ambientalistas. Durante o processo de impeachment de Dilma, a senadora impressionou parte da esquerda por sua fidelidade à presidenta eleita.

“O sistema político está podre. A presidente da República é honesta. Uma mulher digna, que não tem uma acusação contra ela por roubo e corrupção. Agora, contra os partidos políticos do Brasil, é difícil salvar um”, disse em 2016.

Por sua postura contra o impeachment e suas constantes críticas ao governo de Michel Temer, Kátia Abreu foi expulsa do MDB em novembro de 2017.