Foto: Verônica Ribeiro/AI
Prefeitura de Suzano Refis

Juliana Cardoso participou do plantio de 50 mudas nativas da Mata Atlântica nas margens do ribeirão Balainho, na região de Palmeiras, zona rural de Suzano.

A ação, que faz parte do projeto de preservação do manancial encabeçado pelo Rotary Club de Suzano e que conta com o apoio da engenheira ambiental e mestre em Administração Pública, foi realizada dentro do Magic City, parque aquático privado por onde passa o rio. De acordo com a republicana, as mudas se transformarão, futuramente, em mata ciliar de proteção de manancial:

“A presença desta mata é de extrema importância. A mata ciliar é aquela vegetação que fica entorno do rio. Então, se a gente não preservar esta mata, o rio fica sem proteção e acaba recebendo volumes de terra e sujeira – sem contar que a qualidade da água também vai piorando, substancialmente”, detalha Juliana, que também é mestranda em Direito Ambiental.

Organizada no sábado, 14, a iniciativa contou com a participação de escoteiros de Suzano e de representantes da Prefeitura. Além do plantio das mudas, o projeto “Caminhos do Ribeirão Balainho” ainda abarcou a implantação de uma fossa biológica dentro de uma propriedade particular que fica às margens do ribeirão:

“Todas essas ações fazem parte do projeto de preservação ao Balainho. A ideia é guardar o ribeirão e dar voz a ele, que, infelizmente, é pouco conhecido em Suzano e nas demais cidades do Alto Tietê, apesar de ser importante patrimônio ecológico de nossa região”, valoriza Juliana.

Desde o início deste ano, a republicana atua como parceira no programa desenvolvido pelo Rotary Club. De lá para cá, foram realizadas diversas reuniões para o planejamento das ações de preservação, bem como expedições às margens do ribeirão. Em algumas dessas incursões, o grupo coletou amostras de água em diferentes pontos, registrou pegadas de animais silvestres nas imediações e providenciou um levantamento no que reside o plantio de eucaliptos no espaço.

Até o final deste mês, kits para análise técnica das águas do Balainho devem chegar a Suzano. Os instrumentos foram doados para a cidade, especificamente para o projeto de preservação do rio, pela SOS Mata Atlântica.

Foi durante uma reunião realizada na 8ª edição do “Fórum Mundial da Água”, em Brasília-DF, em março passado, que Juliana solicitou os kits à fundação, que, não de hoje, é reconhecida internacionalmente. Os equipamentos fazem parte do projeto “Observando Rios”.