Juliana Augusto Cardoso vai percorrer as cooperativas de reciclagem do Alto Tietê, bem como ecopontos e centros de triagem, para avaliar de perto as condições de trabalho desses locais e aferir o cumprimento dos Planos Municipais em relação à política pública de reciclagem.

 

A agenda foi definida durante reunião que a engenheira ambiental e mestre em Administração Pública teve recentemente com integrantes da Associação Nacional dos Carroceiros e Catadores de Materiais Recicláveis (Ancat) e da Cooperativa de Reciclagem Unidos pelo Meio Ambiente (Cruma), de Poá-SP.

 

De acordo com Juliana, o objetivo da iniciativa é dar continuidade ao que foi discutido durante o “1º Fórum de Resíduos Sólidos do Alto Tietê”, promovido em junho de 2017. Na ocasião, foi levantada a problemática quanto ao destino final dos resíduos nos municípios da região, ao passo em que se debateram diretrizes que versam sobre a elaboração do Plano Regional de Gestão de Resíduos Sólidos:

 

“É preciso cobrar o que está previsto em lei, fazer valer os direitos dos cooperados e, não menos importante, analisar o que está acontecendo nas cidades e comparar as práticas com os Planos Municipais de Resíduos Sólidos. É necessário, principalmente, ao meu ver, verificar se a logística reversa está sendo colocada em prática”.

 

Em conversas adiantadas com a Cruma e a Ancat, Juliana está definindo a data de início das vistorias. No entanto, adianta que pretende percorrer os dez municípios do Alto Tietê, além de Guarulhos-SP:

 

“É importante fazer este diagnóstico para sabermos como está a situação acerca deste assunto, que é tão delicado. Por exemplo, será que existem ecopontos em todas as cidades da região?! Estou tendo o apoio dos integrantes da Cruma e da Ancat nesta empreitada, o que dá ainda mais peso”, valoriza.

 

Na opinião do presidente da Ancat, Roberto Rocha, este trabalho de vistoria técnica que Juliana pretende começar em breve pode facilitar a retomada das discussões acerca do “Fórum de Resíduos Sólidos do Alto Tietê”:

 

“A Juliana tem o olhar de engenheira ambiental, um olhar técnico, e isso vai nos ajudar demais. Por outro lado, nós, catadores, temos conhecimento do panorama geral de todas as cooperativas e de todas as suas necessidades”, acrescenta.

Rotary Club Suzano

Recentemente, Juliana Cardoso participou de mais uma reunião com o Rotary Club de Suzano. Na oportunidade, a entidade e a engenheira ambiental deram continuidade à elaboração do projeto de preservação e de conscientização sobre o uso responsável da água que pretendem implantar em breve.

 

A iniciativa, que conta com o apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e dos Escoteiros de Suzano, tem como finalidade mapear as nascentes que alimentam o ribeirão Balainho, que, segundo Juliana, há muito tempo está esquecida em Suzano, e fazer um trabalho de recuperação das minas e de seus arredores:

 

“Precisamos dar voz a este ribeirão tão importante na cidade, mas pouco conhecido pela população. A preservação deve ser um esforço de todos nós”