Juliana Cardoso destaca tendências e ideias inovadoras da Bienal das Américas

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A empresária e ex-secretária-adjunta de Meio Ambiente da prefeitura de Poá, Juliana Cardoso, acaba de retornar da Bienal das Américas realizada em Denver no estado do Colorado, nos EUA. Centenas de jovens formadores de opinião de vários países das Américas debateram, entre os dias 12 e 16 do mês, os enormes e diferentes desafios enfrentados pelos diversos países que estiveram representados no evento nas áreas de geração de empregos e renda, transformações sociais, sustentabilidade e outros temas.

O diferencial desse encontro promovido pelo governo do estado americano é que o foco principal dos debates e painéis foram as experiências e possíveis novas soluções, apresentadas para a solução de velhos e novos problemas. Juliana Cardoso abordou o tema em um dos painéis que participou com o tema – Empreendedorismo Cívico. “Com esse tema, tratei da participação da sociedade na construção, participação e execução do processo político. Essa participação tem avançado e este deve ser o caminho para as mudanças que todos esperam na atividade política e especialmente na aplicação e nos resultados de políticas públicas”, destaca Juliana que ao participar desse evento nos EUA acrescenta mais uma experiência internacional em seu vasto currículo profissional e acadêmico.

Aos 28 anos, Juliana tem formação em Meio Ambiente, Direito, Administração de Empresas e um mestrado em Administração Pública na Universidade de Columbia também nos Estados Unidos. Aliado ao conhecimento técnico e acadêmico, Juliana Cardoso, tem experiência prática tanto na iniciativa privada (empresas da família) quanto no setor público, por conta do trabalho que desenvolveu primeiro como diretora de Meio Ambiente e depois como secretária ambiental-adjunta na prefeitura de Poá. A sólida formação acadêmica e cultural, aliada as experiências nas atividades políticas e privadas, mais o engajamento em projetos e ações empresariais e a da sociedade civil conferem a Juliana Cardoso um nível de conhecimento e de preparo praticamente inédito na região do Alto Tietê para quem têm, como é o caso de Juliana, vocação para a vida pública.

A jovem e pré-candidata destaca a sua missão: “Somos a ponte entre a velha e a nova política”

Na entrevista ao Jornal Oi (e ao programa Vai Encarar?) a filha dos empresários José e Ana Julia Cardoso, fala sobre o que considerou mais interessante na Bienal das Américas e antecipa informações sobre o novo desafio de sua carreira política/eleitoral. Ela pretende concorrer ao cargo de deputada federal na eleição de 2018 pelo Partido da República:

“A política é um meio para a transformação social e procuro praticar a boa política todos os dias, isso (a ação política) está dentro de mim. Sabemos que é preciso renovar a política brasileira e quero fazer isso também de dentro para fora, ou seja, tenho a convicção de que é possível fazer muito mais em favor da sociedade (do que é feito atualmente pela política e os políticos tradicionais) trabalhando (no Congresso) ao lado de uma bancada mais jovem arejada, preparada e comprometida.Hoje utilizo todo o conhecimento que tenho adquirido para promover as mudanças de que precisamos de fora para dentro, ou seja, por meio de um processo de conscientização da sociedade e dos formadores de opinião que precisamos avançar como políticos, cidadãos e País”, argumenta.

Conexão com o futuro

Juliana explica que a Bienal das Américas tratou dos mais diversos temas e assuntos, mas que o avanço da tecnologia nas relações pessoais, profissionais e sua influência no futuro de todas as pessoas foi o que mais chamou a atenção e que as experiências vivenciadas nos EUA serão incorporadas a sua plataforma de trabalho (junto a diversos grupos da sociedade civil) em benefício de comunidades mais carentes e da sociedade como um tudo e também na elaboração das propostas que deverá oferecer à população da região na eleição para o Congresso Nacional de 2018:

“A bienal tratou das principais tendências para o futuro. Debatemos mudanças concretas que já estão impactando e vão impactar cada vez mais a sociedade. As inovações no mercado de trabalho, na forma de se trabalhar, de se qualificar e de ganhar dinheiro. Cada vez mais deverá prevalecer o trabalho de pessoas ou de grupos em detrimento das antigas empresas e corporações. A experiência foi bastante positiva, pois precisamos estar qualificados para oferecermos sempre o melhor seja na iniciativa privada ou vida pública”, ressalta Juliana que lamenta a demonização da política e dos políticos: “Temos alguns bons políticos no Brasil e a política é a maior ferramenta de transformação, mas estão jogando tudo no mesmo saco e o tema principal hoje é a corrupção. É preciso combater a corrupção, mas não podemos (políticos, imprensa e formadores de opinião) deixar de debater os temas que realmente vão modificar a vida das pessoas, que são as boas políticas públicas e as parcerias (entre iniciativa privada e poder público) para que as pessoas tenham acesso a mais educação, saúde, transporte, lazer e boas oportunidades para o desenvolvimento pessoal e profissional”, diz a jovem pré-candidata que deverá concorrer com nomes consolidados da política regional na eleição de 2018.

“Somos a ponte entre a velha e a nova política”, alerta

Questionada sobre a tão falada e pouco comprovada ‘nova política’, Juliana, chama a atenção para uma questão importante: “Nova política tem a ver com transparência, com novas atitudes e resultados concretos das políticas públicas implementadas com a participação da sociedade, mas é importante a gente ter a percepção que nossa (minha) geração política tem o papel, muito importante, de promover a transição entre o que conhecemos a velha política e a tão esperada nova política”, argumenta. Neste contexto, observa Juliana, o desafio dos novos candidatos será grande. E a dos eleitos em 2018 será maior ainda: “Temos de comprovar que podemos ser diferentes e fazer melhor”.

“Ser a ponte exige foco e visão de futuro”, observa Juliana

Juliana garante que não tem interesse em ser uma ‘coroné’ da política e que sente-se recompensada em integrar uma geração que fará a transição da política no Brasil. Em vez de ‘eliminar’ concorrentes como fazem os donos e caciques de partidos e grupos políticos, a nova política vai exigir desprendimento: “Quanto mais gente estiver ao meu lado, melhores serão as ações e os resultados. A nova política é (será) colaborativa, participativa, transparente, profissional e de resultados”. A empresária é cofundadora do Brasil 21 (grupo de jovens que promovem ações de cidadania, empreendedorismo e inovação em todo o País) e participa de projetos da Fundação Lemann e Global ShaperSP.

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