A jovem de 29 anos é líder da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade - RAPS; talento da Rede da Fundação Lemann; membro do Movimento Agora!; líder do RenovaBR, e global shaper do Hub São Paulo
As primeiras experiências profissionais foram acumuladas nas empresas da família Cardoso / Foto: AI/Juliana Cardoso

Há mais de 20 anos, uma imagem mexeu com a engenheira ambiental, mestre em Administração Pública e mestranda em Direito Ambiental Juliana Cardoso. A garotinha presenciou crianças procurando por comida e brinquedos no lixo. Naquela ocasião, a menina questionou o pai, o empresário José Augusto Cardoso, sobre o que poderia ser feito para ajudar aquelas pessoas:

“Meu pai me disse que, se eu realmente quisesse, poderíamos, sim, trabalhar para que houvesse transformação social, para que o País tivesse potencial para oferecer oportunidades e melhor qualidade de vida a todos”, explica a jovem, hoje com 29 anos, e que define o atual momento como “ideal” para ocupar os espaços de poder com pessoas bem intencionadas e preparadas: “Quero e vou contribuir com a mudança que o Brasil precisa”, enfatiza.

Desde então, Juliana, não parou de atuar em causas sociais e, de uns tempos para cá, tem surpreendido positivamente com seu posicionamento político, não apenas no Alto Tietê, onde escreve sua história de vida, mas em várias regiões do Estado de São Paulo, e até em outras localidades do País. A principal escola da republicana foi sua infância, segundo ela mesmo defende – onde aprendeu sobre as primeiras nuances quanto a políticas públicas de atendimento:

“Passei a infância no bairro Casa Branca, em Suzano. Tive contato com a terra e com a natureza, com as crianças que moravam em volta, com suas famílias, tendo acesso às suas histórias e realidades. E, foi aquele cenário tão bucólico, simples e natural que me influenciou a ser engenheira ambiental. Acredito, inclusive, que falar sobre o Meio Ambiente é falar sobre transformações sociais. Com o tempo, fui entendendo melhor que tudo isso tem a ver com gestão pública”, detalha.

As primeiras experiências profissionais foram acumuladas nas empresas da família. Mas, muito antes de assumir cargos importantes como gestora pública, Juliana decidiu se preparar, pois já entendia na época que a Política não é plataforma para carreiristas ou oportunistas – é cenário para quem deseja trabalhar pelo povo, mas com direito a conteúdo e proposta, e não apenas ostentando promessas, votos e recursos para se investir vultuosamente em campanha eleitoral:

“Caráter, ética e honestidade eu nem conto  só como pré-requisitos, pois, para mim, não devem ser encaradas como qualidade, mas, sim, como obrigação para quem deseja atuar na Política e fora dela”, considera a engenheira ambiental, que ainda cursou pós-graduação em Administração de Empresas, com ênfase em Empreendedorismo, pela Babson College.

Em Poá, Juliana atuou como secretária-adjunta na pasta de Meio Ambiente e Recursos Naturais. A experiência foi enriquecedora:

“Ali, percebi como uma decisão, que pode até parecer simples, se for vista de forma reducionista, mexe com a vida de milhares de pessoas”, conta.

O gosto pela gestão pública e o espírito de mudança de Juliana foram potencializados nos últimos anos, a encaminhando, de forma indiscutivelmente orgânica, para importantes movimentos de renovação política que se formaram no País ultimamente. Atualmente, a suzanense é líder da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade – RAPS; talento da Rede da Fundação Lemann; co-fundadora do Movimento de Renovação Política Brasil 21; membro do Movimento Agora!; líder do RenovaBR, e global shaper do Hub São Paulo.

Juliana tem sido encarada pelas pessoas mais do que uma possibilidade de renovação. Não demorou, inclusive, para se tornar referência no assunto que tanto a envolveu e para o qual ela, não de hoje, se prepara. Não faltam, aliás, convites para a jovem ser palestrante sobre Política, gestão pública e participação popular em organizações e entidades:

“A Política tem de ser o meio de transformação, e não o fim. Está errado quem a escolhe para fazer carreira e enriquecer, ou para favorecer conhecidos. Esta era chegou ao fim. Não há mais tolerância para corrupção e ganho próprio. A Política brasileira, ao que indica o atual momento, começa a ser ocupada, com mais ênfase, por quem quer, de fato, trabalhar pelas pessoas, por sua cidade, seu Estado e seu País”.