Prefeitura de Mogi das Cruzes

Onze torcedores do Santos, ou um time inteiro de bárbaros do futebol, tiveram a prisão preventiva decretada nesta terça-feira, 6, pelo Poder Judiciário de Mogi das Cruzes.

Deverão ir para a prisão pelo menos por algum tempo os onze integrantes da Torcida Jovem do Santos, por homicídio qualificado, associação criminosa, dano qualificado e corrupção de menores.

Esse bando se envolveu na depredação e morte de um torcedor do Corinthians no último domingo na cidade de Itaquaquecetuba.

De acordo com informações do site G1, o promotor Felipe Duarte Paes Bertolli sustentou que “Os 11 torcedores participaram dos crimes imputados, inclusive na morte do torcedor”.

“Quando as pessoas integram uma torcida organizada, entram em um ônibus transportando paus, pedras, rojões e soco inglês e efetivamente partem pra briga contra torcedores rivais, assumem o risco de um resultado mais grave que é a morte do torcedor”, argumentou o representante do MP. Esse também foi o entendimento da Justiça.

Morte

O corpo de Danilo da Silva Santos, de 30 anos, foi enterrado às 10h45 desta terça-feira, 6, no Cemitério Morada da Paz, na Vila São Paulo, em Itaquaquecetuba.

O soldador corintiano foi espancado durante uma briga entre torcedores do Santos e do Corinthians, horas antes do clássico entre os dois times na capital, no domingo.

Segundo a polícia, torcedores santistas e corintianos seguiam para diferentes confraternizações na cidade, mas os veículos onde estavam se encontraram na Estrada de Santa Isabel.

De acordo com o delegado Wadton Andrade, 20 corintianos estavam divididos em vários carros e seguiam para um churrasco em uma quadra em Itaquaquecetuba.

Um ônibus com cerca de 100 torcedores do Santos também seguia para uma confraternização, na Vila São Carlos, na mesma cidade. Andrade acredita que tenha sido um encontro casual.

Danilo teria saído de um carro e corrido, junto com outros torcedores corintianos, para a avenida Almiro Dias, mas foi espancado.

A vítima foi socorrida em estado grave para o hospital Santa Marcelina e não resistiu aos ferimentos. Ele era casado e deixou duas filhas.

O delegado completou que uma testemunha reconheceu alguns suspeitos. “Tem uma testemunha que não tem vínculo com torcida que reconheceu os indivíduos como os agressores da vítima fatal, assim como os que provocaram tumulto e danos no local”.

Ao todo, 20 maiores e dois menores foram detidos no domingo. Destes, 11 maiores e um menor foram presos. Dez foram ouvidos e liberados, mas seguem sendo investigados.