Itaquá é a cidade do Alto Tietê com maior número de acidentes envolvendo os trens de cargas da MRS
O resultado, apesar de muito bom em comparação a outros modais, é um alerta para pedestres e motoristas que atravessam a ferrovia/Foto: Divulgação

Durante o ano de 2018 foram registrados 101 atropelamentos ou abalroamentos na linha férrea sob concessão da MRS, exatamente o mesmo número se comparado ao ano anterior.

O resultado, apesar de muito bom em comparação a outros modais, é um alerta para pedestres e motoristas que atravessam a ferrovia, já que a imprudência continua sendo a principal causa e o maior obstáculo para a formação de uma cultura de segurança perante a linha férrea.

Em Juiz de Fora (MG), um dos municípios mais críticos com relação às ocorrências ferroviárias na malha da MRS, foram registrados 13 acidentes, 13% a menos que no ano anterior.

Na sequência, as cidades com mais ocorrências foram Barra do Piraí (RJ), Nova Iguaçu (RJ) e Congonhas (MG), todas com 5 acidentes registrados.

A tese de que não há uma concentração geográfica das ocorrências, tendo em vista que os atropelamentos ou abalroamentos são provocados pelo comportamento imprudente nas proximidades da ferrovia, um componente imprevisível, foi evidenciada mais uma vez.

Diversos municípios sem histórico de acidentes ferroviários em 2017 retornaram ao mapa, tais como Congonhas, Ewbank da Câmara (MG) e Pindamonhangaba (SP).

“Apesar de todos os esforços de conscientização junto às pessoas que convivem com a ferrovia, os acidentes continuam sendo causados pelo comportamento inadequado de uma minoria de pessoas que ainda insistem em se arriscar nas proximidades da linha férrea. Estamos falando de imprudência, desatenção e falta de avaliação dos riscos na hora de atravessar a ferrovia.”, afirma Washington Noé, gerente Geral de Segurança e Meio Ambiente da MRS, por meio da assessoria de imprensa da empresa que tem concessão do governo federal para circular em linha da antiga CBTU no Alto Tietê e em outras regiões do Brasil.

Nos últimos dois anos, 78% das ocorrências foram registradas em trecho corrido, sendo que em 30% desses casos houve envolvimento de pessoas alcoolizadas. Em relação aos abalroamentos registrados na malha da MRS, 48% são causados pela desatenção dos motoristas, sendo 85% condutores do sexo masculino.

Dicas simples como seguir a orientação das placas afixadas nas passagens em nível, parar antes de cruzar a ferrovia, olhar para os dois lados e escutar poderiam diminuir consideravelmente essa incidência de abalroamentos.