O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nessa segunda-feira, 19, no Palácio da Alvorada, que vai enviar à Justiça Estadual do Rio de Janeiro um pedido do comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, para que mandados coletivos de busca, apreensão e captura sejam utilizados como uma possível medida extra a ser aplicada no Rio de Janeiro por conta da intervenção federal na Segurança Pública do Estado.

“Não há carta branca. Militares não estarão exercendo papel de polícia”, explicou. “O que temos de novidade é uma intervenção federal na parte do Executivo”, completou Jungmann, que afirmou que pessoalmente é a favor da medida.

O ministro explicou que o mandado coletivo é uma ordem judicial que já foi empregada outras vezes no Rio. “Estamos peticionando que volte a ser utilizada em alguns lugares”, disse Jungmann. “Em lugar de você dizer rua tal, número tal, você vai dizer, digamos, uma rua inteira, uma área ou um bairro. Aquele lugar inteiro é possível que tenha um mandado de busca e apreensão. Em lugar de uma casa, pode ser uma comunidade, um bairro ou uma rua”, explicou.

O ministro também justificou a escolha de um militar para ser o interventor – que hoje é o responsável administrativo pela segurança no Rio – lembrando que, inicialmente, se pensava numa intervenção mais ampla.

As manifestações do ministro indicam que para ‘combater a violência nas favelas’ vai valer praticamente tudo, mas que, por outro lado, Brasília preferiu manter as finanças do Rio nas garras do governo do PMDB. É o quanto pior melhor levado às últimas consequências.