Indústria têxtil é interditada pela Prefeitura por falhas em segurança e falta de Vistoria do Corpo de Bombeiros
A ação foi realizada na manhã desta terça e contou com a participação de agentes do Departamento de Fiscalização de Posturas, da GCM e da PM/Foto: Irineu Junior/Secop Suzano

Em cumprimento a uma solicitação do Ministério Público (MP), a Prefeitura de Suzano realizou a interdição de uma indústria têxtil localizada na avenida Jorge Bei Maluf, na Vila Theodoro, devido à falta de segurança para colaboradores e comunidade no entorno.

A ação foi realizada na manhã desta terça-feira, 12, e contou com a participação de agentes do Departamento de Fiscalização de Posturas, da Guarda Civil Municipal (GCM) e da 4ª Companhia do 32º Batalhão da Polícia Militar (PM).

As instalações foram evacuadas e todas as saídas e acessos aos setores de produção, manutenção, vestiários e administração foram lacrados.

A medida foi motivada junto ao MP pela concessionária EDP São Paulo por questões envolvendo a sobrecarga de energia elétrica na rede.

Paralelamente a isso, foram constatadas também ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e infrações em itens de segurança, como extintores de incêndio fora do prazo de validade e sem carga, hidrantes bloqueados por maquinário pesado, corredores de trânsito prejudicados, uso de materiais inflamáveis como divisórias de setores, entre outras.

Segundo o Departamento de Fiscalização de Posturas da Prefeitura de Suzano, foram feitas várias tentativas de contato com a direção da empresa desde outubro de 2018, porém sem sucesso. No entanto, o ofício do Ministério Público, a pedido da concessionária de energia elétrica, moveu a administração municipal a tomar a decisão pela interdição total das instalações.

O diretor do setor municipal, Edson Tavares, explicou que a ação teve o objetivo de preservar as condições de trabalho dos funcionários desta e de outras empresas instaladas perto dali.

“Atendemos a um pedido do Ministério Público, tanto para resguardar a vida dos homens e das mulheres que lá trabalham, quanto para evitar perdas materiais em um possível caso de incêndio”, explicou.

A empresa deverá, a partir de agora, promover as alterações necessárias em sua infraestrutura para obter o AVCB, bem como para garantir a segurança no trabalho. Até lá, de acordo com as autoridades, as operações no local deverão se manter paralisadas. Caso seja rompido o lacre sem a devida autorização, serão tomadas as devidas providências do ponto de vista jurídico.