A indústria do Alto Tietê conseguiu quebrar um ciclo de quatro anos consecutivos de saldo negativo no nível de emprego em novembro e no último mês gerou 200 postos de trabalho nas cidades da Região.

O que mostra a pesquisa do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) divulgada nessa terça-feira. A variação de 0,36% em novembro/2017 propiciou ao Alto Tietê o quarto melhor desempenho do Estado de São Paulo, onde a média foi de -0,49%.

Com isso, a região acumula no ano um saldo de 2,05%, representando um aumento de aproximadamente 1.200 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de 1,54%, representando um aumento de aproximadamente 900 postos de trabalho.

Os resultados apontam a recuperação do setor industrial na Região e abre boas perspectivas para 2018.

A comparação do emprego nos meses de novembro dos últimos anos nos permite esse otimismo. Em novembro de 2013, as nossas empresas demitiram 450 trabalhadores; em 2014, foram 750; em 2015, no auge da crise, 1.200; e no ano passado quando as fábricas já estavam no limite, 150. Agora, as fábricas contrataram 200 e esse ciclo de demissões foi interrompido”, analisa José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê.

Segundo ele, apesar da demanda sinalizar a recuperação do mercado, os empresários ainda estão cautelosos com os rumos da economia. Por isso, muitas das contratações são feitas em caráter temporário.

O que já é um fator positivo, principalmente porque se, confirmada essa reação, esses trabalhadores serão efetivados. Porém, se a Reforma Previdenciária não acontecer e, logo depois, a Reforma Tributária, isso que estamos vendo agora será apenas uma cortina de fumaça de um período que pode ser ainda mais desastroso”, diz Caseiro.

 

Setores que fomentaram o crescimento da Indústria do Alto Tietê

Em novembro passado, o nível de emprego industrial na Diretoria do CIESP Alto Tietê foi influenciado pelas variações positivas de:

  • Produtos de Minerais Não-Metálicos (1,79%)
  • Produtos de Borracha e de Material Plástico (1,36%)
  • Produtos Alimentícios (0,63%)
  • Veículos Automotores e Autopeças (0,52%)

Foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.

 


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