Está prevista para este mês a conclusão dos serviços de adaptação para acessibilidade no Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi (rua Benjamin Constant, 682, no centro). A última etapa dos trabalhos em andamento é a instalação do elevador destinado a pessoas com deficiência.

O imóvel, construído na década de 1990, recebeu pisos táteis, placas em linguagem Braille, sanitários adaptados para cadeirantes e rampas de acesso na entrada e na Biblioteca Municipal Professora Maria Eliza de Azevedo Cintra.

A instalação do elevador era, segundo a Secretaria Municipal de Cultura, uma demanda há muito tempo apresentada e que foi posta em segundo plano até 2017. A partir de agora, pessoas com dificuldade de locomoção poderão ter um acesso facilitado ao piso superior, onde há frequentemente exposições abertas ao público, oficinas e cursos.

Outra intervenção realizada no Centro Cultural Moriconi foi a instalação da Sala Adaptada da Biblioteca Municipal, com uma série de equipamentos e acervo de livros, jornais e revistas para pessoas com deficiência visual. Suzano recebeu R$ 64 mil em acessórios, programas e mecanismos do governo do Estado por meio do projeto “Acessibilidade nas Bibliotecas”.

O secretário de Cultura de Suzano, Geraldo Garippo, comentou que mais itens ainda serão incluídos posteriormente para amplificar a experiência dos frequentadores do Centro Cultural Moriconi, enquanto outros já estão à disposição da pasta. “Temos em vista a instalação de um totem junto à entrada com informações em áudio e em Braille sobre os serviços à disposição e a presença de um tradutor para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) durante eventos de grande porte. Nossa meta, a partir de agora, será ampliar a acessibilidade em outros equipamentos culturais da cidade”, explicou.

Enrolação e politicagem

As obras de acessibilidade no Moriconi começaram em 2015 e foram ‘inauguradas’ em 2016 pela então secretária de Obras e Serviços Urbanos, Carmen Lorente, a Carminha. Na época ela foi questionada sobre a obra inacabada do elevador. Carminha e a assessoria do prefeitura disseram (em 2016) que o elevador demoraria um pouco mais para ser instalado em razão de excesso de demanda na fábrica em que ele foi adquirido.  O pouco mais já são quase dois anos.