Hoje, no seu dia, o Tietê vai receber 36 toneladas de lixo. E nos outros dias também

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Hoje, 22 de setembro, é o Dia do rio Tietê e o Jornal Oi publica uma reportagem especial para denunciar que ainda são inexistentes ou insuficientes os esforços do governo do Estado e das prefeituras do Alto Tietê para melhorar a qualidade das águas deste rio que nasce em Salesópolis e corta várias cidades da região. Confira também o vídeo reportagem especial sobre os problemas do rio nas cidades de Suzano, Mogi, Poá e Itaquá no site do Oi e também no programa “Vai Encarar?” no Facebook. A reportagem questionou a Secretaria do Meio Ambiente (Cetesb) sobre a qualidade da água do Tietê entre Mogi e Itaquá (até porque o rio ainda está razoavelmente preservado em Salesópolis e Biritiba Mirim) e também quis saber se as prefeituras (a maioria delas com novos prefeitos) estão fazendo ou pretendem fazer algo para que em 2027 a qualidade da água do Tietê não esteja na mesma situação em que se encontra hoje e se encontrava em 2007: ou seja muito ruim. E água está praticamente sem vida entre Jundiapeba (em Mogi) e Itaquá porque mais de 36 toneladas Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), ou seja, de todo tipo de porcaria é descartada no rio nas cidades do Alto Tietê. Nos últimos dez anos, os dados da Cetesb deixam isso bem claro, o rio ficou no mesmo estágio. Ele vai aguentar mais dez anos de lixo, esgoto e descaso por parte das autoridades e de toda a sociedade? Leia mais nesta edição.

Oi escancara a falta de preocupação das prefeituras com a recuperação do rio

Não é novidade para ninguém que a responsabilidade pelo rio Tietê é do governo do Estado e que a Cetesb e o DAEE devem monitorar a qualidade da água. Também não é novidade que o rio começa a ficar poluído em nossa região e que as prefeituras deveriam, de alguma forma, trabalhar para conter a degradação do rio. O Oi fez este questionamento das prefeituras e a maioria das respostas são desanimadoras.

SUZANO
“Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Suzano, o trabalho de monitoramento do Rio Tietê cabe ao Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), de responsabilidade do governo do Estado. A pasta está fazendo um estudo técnico para averiguar a quantidade de esgoto que é jogada no rio Tietê, bem como as empresas que descartam resíduos e os seus processos. O desassoreamento do Tietê está a cargo do DAEE e está previsto para ter início em outubro, depois de encerrados os trabalhos no trecho do Tietê em Itaquaquecetuba. A Secretaria Municipal de Manutenção e Serviços Urbanos também está trabalhando em conjunto com a pasta do Meio Ambiente para mapear e desassorear cursos d’água localizados nas regiões norte e sul da cidade”.

ITAQUÁ
“Informamos que o monitoramento e a verificação da qualidade da água do Rio Tietê são feitos pelo DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica. O trecho que está sendo desassoreado é de 5 km e deve ser concluído no primeiro semestre de 2018. Em Itaquá apenas 15% do esgoto é tratado pela Sabesp, mas com a assinatura do novo contrato prevê-se um investimento de R$ 70 milhões. As ações físicas de limpeza do Rio Tietê são de responsabilidade do Governo do Estado, já a Prefeitura tem trabalhado através da orientação sobre cuidados com o meio ambiente junto às escolas municipais”.

POÁ
Jornal Oi: Qual é a qualidade da água do rio na divisa de Poá com Suzano e qual é a qualidade da água na divisa com Poá com Itaquá?
Governo de Poá: Consultar DAEE.

Jornal Oi: Qual é a extensão do rio Tietê no território de Poá?
Governo de Poá: 1 quilômetro nas divisas.

Jornal Oi: Quanto de esgoto sem tratamento é jogado no rio Tietê em sua extensão na cidade?
Governo de Poá: Aproximadamente 90% do esgoto de Poá é tratado.

Jornal Oi: Quantas empresas descartam resíduos poluentes no Tietê no trecho de Poá?
Governo de Poá: Nenhuma.

Jornal Oi: Qual é a meta/ação da prefeitura/Cetesb/Estado para limpar o Tietê na cidade e em quanto tempo isso poderá acontecer?
Governo de Poá: A limpeza do Tietê é uma obrigação do governo estadual. A Secretaria de Meio Ambiente tem realizado um forte trabalho de fiscalização para que poluentes não sejam jogados nos córregos que cortam a cidade e desaguam no Tietê.

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