Governo, Congresso e ‘mercado’ batem cabeça sobre Previdência

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Meirelles sabe que o congelamento é um instrumento de pressão sobre a Previdência
Meirelles sabe que o congelamento é um instrumento de pressão sobre a Previdência

Em meio aos debates sobre a Emenda Constitucional que congelou os investimentos públicos por 20 anos, a trindade integrada pelo governo, o Congresso e o “mercado” atuava com desenvoltura e entrosamento. Quase um ano depois, a trindade bate cabeça.

Desgastado após seu “tour de force” para escapar de duas denúncias na Câmara, Temer demonstra pouca disposição em seguir suas negociatas para garantir os votos necessários.

Na segunda-feira 6, o peemedebista reconheceu a possibilidade de a reforma sequer ser votada e argumentou que um recuo não inviabilizará o governo. Dessa forma, o peemedebista tentou transferir para os parlamentares o ônus de não atender aos interesses dos agentes econômicos.

O prognóstico pessimista de Temer não foi bem digerido pelas outras cabeças da trindade. Embora seja ministro da Fazenda do peemedebista, Meirelles assumiu as dores do “mercado” e garantiu, como se fosse o chefe do Executivo, que não recuaria da reforma. “Não é uma questão de escolha“, disse.

O ministro tem razão, embora a falta de escolha seja uma imposição do próprio governo Temer. Com a aprovação do congelamento de gastos, que inviabiliza a expansão dos gastos previdenciários em um momento de rápido envelhecimento da população, as regras atuais da aposentadoria impediriam a aplicação do teto nas próximas décadas.

Meirelles sabe que o congelamento é um instrumento de pressão sobre a Previdência. “Para o teto ser sustentável ao longo do tempo, é muito importante fazer a reforma“, defendeu o ministro na quinta-feira, 9.

De acordo com reportagem publicada no site da revista Carta Capital e parcialmente reproduzida nesta seção do Oi, a mobilização dos agentes econômicos para salvar a reforma contou com outro notável representante de seus interesses: Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que já declarou haver uma coincidência entre a agenda do Congresso e a do “mercado”.

 


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