A vereadora Fernanda Moreno recebeu uma denúncia, onde o cachorro estava preso em um canil precário
A única mulher na Câmara e atuante da Causa Animal, estuda um projeto de lei para este tipo de atividade de locação de animais de segurança no município / Foto: Glaucia Paulino

Empresas de aluguel de “cães de guarda” tem sido alvo de investigação criminal por conta de maus tratos aos animais. Nesta semana, a vereadora de Mogi das Cruzes, Fernanda Moreno (PV) recebeu uma denúncia, onde o cachorro estava preso em um canil precário, sem água nem comida, em uma construção em Jundiapeba.

O cachorro da raça Rottweiler estava desidratado, faminto e consequentemente magro, debilitado e cambaleava ao andar. Este não foi o primeiro caso noticiado pela vereadora. No mês de abril, também através de denúncia, ela acompanhou o caso de um cão da raça Pastor de Malinóis, fornecido pela mesma empresa, foi encontrado em um imóvel para locação.

O cão foi resgatado e levado para uma clínica veterinária, onde não resistiu e veio a óbito. Por não ter água para beber, o rim teve complicações, o animal morreu em situação de profundo descaso e maus tratos, conforme relata laudo veterinário. Além disso, foi notificada que cães de raça foram abandonados em bairros distantes em Mogi das Cruzes.

Fernanda entregou uma documentação à Polícia Ambiental e procura coletar mais informações ou ocorrências de maus tratos por este tipo de prestação de serviços. Para isso, criou um canal direto de denúncia, disponível no link https://goo.gl/MyPVvu. O intuito do formulário é que munícipes notifiquem casos através de descrições, fotos e vídeos, mantendo sigilo nos dados pessoais.

Com o intuito de conter casos de maus tratos, abandono e mortes de cães a vereadora, única mulher na Câmara Municipal e atuante da Causa Animal, estuda um projeto de lei para este tipo de atividade de locação de animais de segurança no município. Geralmente, eles são utilizados para “vigiar” obras, terrenos, galpões comerciais e imóveis para venda ou locação.