A revista France Football, que desde 1956 oferece a Bola de Ouro (entre 2010 e 2015 dividiu a premiação com a Fifa) pediu desculpas formais ao meio-campista espanhol Andrés Iniesta, do Barcelona, por jamais ter lhe concedido o prestigioso prêmio. Em editorial intitulado “Perdão, Iniesta”, assinado pelo redator-chefe Pascal Ferré, a revista francesa diz que o caso é uma “anomalia democrática” e define o jogador de 33 anos como “o maior facilitador de todos os tempos”.

Segundo a publicação, o jogo baseado no aspecto coletivo prejudicou Iniesta na premiação. “O sr. Iniesta demonstrou que é o cérebro e, sem dúvida, o músculo essencial dos campeões fora de série. Seu talento é inventar. Um altruísmo que certamente o privou de um reconhecimento ainda mais majestoso”.

Iniesta chegou perto do título de melhor do mundo duas vezes: em 2010, ano em que marcou o gol do título da Espanha na Copa do Mundo da África do Sul, foi o segundo colocado. Em 2012, foi o terceiro. Em ambas, perdeu para o companheiro Lionel Messi.

“Entre as grandes ausências dos Bola de Ouro, a dele é a mais dolorosa. A menos que uma grande atuação na Rússia permita reparar essa anomalia democrática”, completa o editorial. Jogador mais respeitado do futebol espanhol por sua classe dentro e fora dos campos, Iniesta deve se despedir da seleção no Mundial e depois trocar o Barcelona pelo futebol chinês. Ele é o segundo jogador que mais vestiu a camisa do clube catalão (atrás apenas de Xavi Hernández) e venceu, entre diversos títulos, quatro Ligas dos Campeões.