Finalmente Biritiba se livra do prefeito ‘aloprado’. Tajiri tem pegada para melhorar a cidade?
Walter Tajiri assumiu o comando da prefeitura nessa sexta-feira; Jarbas foi afastado do cargo por improbidade administrativa/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Mogi das Cruzes

Demorou, mas Biritiba Mirim finalmente se livrou do prefeito (agora ex) Jarbas Ezequiel (PV). Nessa sexta-feira, 14, Jarbas que foi eleito em 2016, já não estava mais no comando da prefeitura.

No final da manhã de ontem o Oi Diário entrou em contato com a prefeitura (que aparentemente estava parada), mas uma funcionária confirmou que logo pela manhã o vice (agora prefeito) Walter Tajiri (PSDB) assumiu o comando do governo.

Tajiri já poderia ter assumido na quinta-feira, 13, mesmo porque a Câmara já tinha empossado o vice como prefeito, no entanto (isso na quinta-feira) a assessoria de Jarbas Ezequiel  informava que ele não tinha sido notificado da decisão judicial que o afastou do cargo.

Mas nessa sexta-feira não teve mais jeito o vice acabou assumindo o cargo de prefeito. A grande dúvida agora é: será que o vice (agora prefeito) tem capacidade política e pessoal para fazer a prefeitura funcionar?

A reportagem do Oi fez contato com o gabinete da prefeitura de Biritiba Mirim e também procurou a assessoria de imprensa do governo para saber dos planos do novo prefeito para melhorar a gestão, mas nas três tentativas as ligações não se completaram.

Funcionários de outros setores da administração comentaram (por telefone) que o clima na prefeitura era de ressaca. Nos próximos dias o novo prefeito de Biritiba poderá se manifestar e apresentar suas ideias e projetos para melhorar os serviços públicos na cidade e a qualidade de vida dos moradores.

Fim da linha para o prof. Jarbas?  

A decisão da Justiça que afastou o prefeito Jarbas do cargo tornou-se pública na terça-feira. Dessa vez, a ação de improbidade administrativa contra o prefeito foi ajuizada pelo Ministério Público.

O prefeito já havia sido afastado por decisão da Câmara no dia 30 de agosto, mas logo depois a Justiça considerou que os artigos que fundamentaram o afastamento eram inconstitucionais e o prefeito foi mantido no cargo.