Bras Santos
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Em viagem pela Alemanha, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou, em entrevista à Deutsche Welle nesta segunda-feira que o PT não deve ter um espírito vingativo nas próximas eleições.

Dilma disse que seu governo foi vítima de um golpe, mas que é hora de “perdoar a pessoa que bateu panela achando que estava salvando o Brasil, e que depois se deu conta de que não estava“. Ela também afirmou que não vê problemas em alianças entre seu partido e figuras como o senador Renan Calheiros.

E, em meio à controvérsia envolvendo a declaração racista do jornalista William Waack, afirmou: “O PT é coisa de preto, eu sou coisa de preto“. Toda a entrevista pode ser conferida no site do DW Brasil.

Ao ser questionada sobre como avalia a situação em que o Brasil se encontra hoje, Dilma afirmou que: “O golpe que sofri tem três fases. A primeira e inaugural é meu impeachment. A segunda é esse estrago que eles estão provocando no Brasil, como a emenda que congela os gastos em saúde e educação. Ou a reforma trabalhista, num país que há pouco tempo saiu da escravidão, e esse processo de venda de patrimônio público. O terceiro momento do golpe é inviabilizar o Lula e, aí, vender o pré-sal”.

Sobre as eleições de 2018 avaliou que:Há uma maior percepção no Brasil de que o Lula está sendo perseguido. Em que eu baseio essa afirmação? Se você olhar o desenvolvimento das pesquisas, vai ver que está subindo a aprovação. É a percepção do povo brasileiro de que ele foi o melhor presidente. Minha esperança seria ele voltar”.

As considerações de Dilma irritaram profundamente ‘paneleiros e coxinhas’ que usaram espaços de comentários em sites para dizerem que não querem ser perdoados e que ‘estão felizes’ com Temer.

 


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