Prefeitura de Mogi das Cruzes

Está acontecendo um massacre de jovens brasileiros neste exato momento. O relatório Atlas da Violência divulgado pelo IBGE mostra os números dessa tragédia.

Entre 2006 e 2016, 325 mil jovens brasileiros, com idade entre 15 e 29 anos morreram por homicídio. Para termos noção dessa grandeza, esse número é maior do que a população da cidade de Suzano.

Em percentual significa um aumento de 23% nesses 10 anos. Ao analisar esses dados também fica clara a desigualdade regional brasileira. Os cinco estados que apresentam as maiores taxas de homicídios estão situados no nordeste, enquanto quatro dos cinco com as menores taxas estão no sudeste. Os jovens potiguares são os que mais têm sofrido, o Rio Grande do Norte teve uma elevação de 382,2% no período 2006-16 (na taxa por 100 mil habitantes).

Esses números horrendos são um reflexo da violência que atinge todas as camadas da sociedade. No Alto Tietê houve um aumento na morte de jovens entre 1996 e 2006, mas a partir deste ano há uma queda progressiva desse número. Porém, histórias como a do Sidnei continuam acontecendo. Mogiano, 19 anos, no último fim de semana veio à casa da namorada em Suzano. Ao chegar foi abordado. Entregou o celular. Quando tirava as chaves do carro do bolso para entregar aos assaltantes recebeu um tiro na cabeça. São 325 mil histórias como essa.

O jornalista norte americano H. L. Mencken certa vez disse: para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada. O que não falta, em ano eleitoral, são soluções desse tipo. Precisamos de uma construção de política pública integrada, eficiente, que englobe todos os entes da federação (municípios, estados e união). Se isso não for exigido pela sociedade, proposto e bem executado pelos gestores públicos, morrerão nos próximos 10 anos outras centenas de milhares de jovens.