Esse ministro da Segurança é um fanfarrão: só agora ele descobriu que agentes do Estado executaram a vereadora carioca?
Marielle e Anderson foram mortos a tiros na noite de 14 de março, no centro do Rio de Janeiro dentro do carro em que estavam. No sábado, 11, a morte de Marielle Franco chega a 150 dias/ Foto: Divulgação

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nessa quarta-feira, 8, que há uma “complexidade” em torno da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista que estava com ela Anderson Pedro Gomes, pois “envolve agentes do Estado”.

Quase cinco meses após os assassinatos e com as investigações em curso, Jungmann pediu paciência para as apurações. O ministro, participou em Brasília, da assinatura de parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e foi questionado por jornalistas sobre o andamento das investigações.

Apesar das dificuldades, Jungmann disse estar confiante que os responsáveis pela morte de Marielle serão punidos. “Você tem a necessidade de estabelecer a autoria, digamos assim, intelectual [do crime], obter e coligir provas pra isso. Então essa é a dificuldade que se tem. Já foram citados políticos, já foram citados membros de milícias e agentes públicos também. Apenas o que dificulta é a necessidade de você fazer a comprovação de tudo isso. Mas vai chegar a hora da justiça e eu tenho certeza que nós vamos punir os responsáveis pela morte da Marielle”.

Jungmann participou nessa quarta-feira, em Brasília, da assinatura de parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e foi questionado por jornalistas sobre o andamento das investigações.

O ministro disse que, apesar das dificuldades em se comprovar a autoria, está confiante de que os responsáveis serão punidos. “Estou confiante de que serão encontrados executores e mandatários. O que dificulta este caso é a necessidade de comprovação. Temos que produzir provas para punir com cadeia os responsáveis [pelo crime]”, afirmou.

Em seguida, Jungmann acrescentou que não se pode apressar as investigações: “Eles têm que produzir provas e essas provas têm que ser substantivas. Elas têm que passar pelo teste de verificação da promotoria, de advogados, do Ministério Público e do próprio juiz”. Marielle e Anderson foram mortos a tiros na noite de 14 de março, no centro do Rio de Janeiro dentro do carro em que estavam. No sábado, 11, a morte de Marielle Franco chega a 150 dias.