Especial: Mundial de F1 começa neste final de semana. Confira as novidades das equipes
A matéria mostra as novas regras que valerão para a corrida deste ano, o calendário para 2019 e as novidades de todas as equipes participantes desta temporada/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Mogi das Cruzes

O fim de semana de abertura da temporada 2019 do Mundial de F1 será em luto. Charlie Whiting morreu nas primeiras horas desta quinta-feira (14, de acordo com o horário australiano) vítima de uma embolia pulmonar.

Whiting, que estava na F1 desde 1977, trabalhava para a FIA desde 1988 e era diretor de corridas desde 1997, tinha 66 anos de idade – 42 deles dedicados à categoria.

A primeira corrida deste ano acontecerá neste domingo, dia 17 de março, na Austrália.

Whiting estava na Austrália, inclusive apareceu no paddock do Albert Park, para cumprir normalmente as funções durante o retorno das atividades da F1. Foi lá em Melbourne que passou mal e morreu.

Presidente da FIA, Jean Todt exaltou Whiting e avaliou que a F1 perdeu um “amigo fiel e um embaixador carismático”.

“Foi com imensa tristeza que soube da morte repentina de Charlie”, disse Todt em um comunicado enviado pela FIA. “Conheço Charlie Whiting faz muitos anos e ele foi um ótimo diretor de provas, uma figura central e inimitável na F1, que personificava a ética e o espírito deste fantástico esporte”, seguiu.

“A F1 perdeu um amigo fiel e um embaixador carismático com Charlie”, resumiu. “Todos os meus pensamentos, os da FIA e de toda a comunidade do esporte a motor vão para sua família, seus amigos e todos os amantes da F1”, concluiu.

Segue abaixo as novas regras que valerão para a corrida deste ano, o calendário para 2019 e as novidades de todas as equipes participantes desta temporada 

– Nova posição para os espelhos retrovisores e a asa traseira para ajudar na visibilidade traseira

– A localização das câmeras onboard será alterada para obter uma visão mais clara sobre o halo

– Faróis traseiros serão adicionados à asa traseira

– Pequenas modificações serão feitas para a carenagem de halo para ajudar na extração do piloto

Confira o calendário da Fórmula 1 em 2019:

Pré temporada (Circuito de Barcelona-Catalunha):

1ª bateria: de 18 a 21 de fevereiro

2ª bateria: de 26 de fevereiro a 1 de março

17/03 – GP da Austrália

31/03 – GP do Bahrein

14/04 – GP da China

28/04 – GP do Azerbaijão

12/05 – GP da Espanha

26/05 – GP de Mônaco

09/06 – GP do Canadá

23/06 – GP da França

30/06 – GP da Áustria

14/07 – GP da Inglaterra

28/07 – GP da Alemanha

04/08 – GP da Hungria

01/09 – GP da Bélgica

08/09 – GP da Itália

22/09 – GP de Singapura

29/09 – GP da Rússia

13/10 – GP do Japão

27/10 – GP do México

03/11 – GP dos Estados Unidos

17/11 – GP do Brasil

01/12 – GP de Abu Dhabi

Os detalhes dos carros para esta temporada e os pilotos das equipes 

Mercedes

A Mercedes começa a nova temporada da F1 com o mesmo objetivo das últimas – adicionar mais um caneco de campeã mundial à estante que já conta com outras cinco, tanto de Mundial de Construtores quanto de Pilotos.

Para isso, a equipe alemã tem dois grandes desafios: um é o sempre competitivo desempenho da Ferrari, outro é a mudança no regulamento técnico. Existe alguma incerteza a respeito dos acertos da Mercedes no desenvolvimento do W10, com análises indicando que o SF90 apareceu na pré-temporada como carro mais virtuoso.

Mesmo assim, é impossível ignorar qualidades como a confiabilidade de um carro que quebrou a barreira de 1000 em Barcelona. Em termos de pilotos, nada novo no horizonte. Lewis Hamilton, agora pentacampeão segue tentando se aproximar mais e mais dos números de Michael Schumacher.

Valtteri Bottas, apesar de consolidado como segundo piloto tenta fazer em 2019 o que não conseguiu ultimamente: ser ao menos capaz de incomodar Hamilton eventualmente e mostrar que merece contrato renovado. Pilotos Lewis Hamilton (Inglaterra)/Valtteri Bottas (Finlândia).

Ferrari

Quando a Ferrari vai voltar a conquistar um título? Com o último do Mundial de Pilotos em 2007 e o último de Construtores em 2008, cada temporada é uma nova esperança em Maranello. E, por mais que aparentemente isso seja dito todos os anos, talvez 2019 seja a grande chance.

O SF90 parece ter nascido bem e, como cereja no bolo, a dupla de pilotos pode ser considerada a mais forte do grid. Na pré-temporada, o melhor tempo de todos foi cortesia de Sebastian Vettel – 1min16s221.

A marca foi apenas 0s003 melhor que de Lewis Hamilton com o mesmo pneu, mas o bom rendimento na maioria das situações, do pneu mais macio ao mais duro e da volta rápida à simulação de corrida, deixa a impressão de já termos um candidato forte ao posto de melhor carro.

Vettel segue como líder da Ferrari e grande aposta na briga por título, que o deixaria novamente em pé de igualdade com Lewis Hamilton.

A questão é que Charles Leclerc ainda é uma incerteza: a expectativa é de que o monegasco brigue por vitórias em frequência maior do que a proporcionada por Kimi Räikkönen, o que pode bastar para tirar o alemão da zona de conforto em definitivo. Pilotos: Sebastian Vettel (Alemanha)/ Charles Leclerc (Mônaco).

A RED BULL nunca deixou de vencer corridas e ir ao pódio, mas seria mentira dizer que os últimos anos não foram difíceis em Milton Keynes. A passagem do tetracampeonato com Sebastian Vettel para a era híbrida aconteceu com diversos solavancos, significando que ainda hoje os taurinos não conseguem brigar realmente de igual para igual com Mercedes e Ferrari.

Pois é para isso que serve a temporada 2019 – a busca por uma ruptura com o passado. Pela primeira vez na década sem um motor Renault na traseira do carro e contando com a inédita liderança absoluta de Max Verstappen, o objetivo é contar uma história com enredo diferente da vista nos últimos anos. Pilotos: Pierre Gasly (França)/Max Verstappen (Holanda).

Renault

A DISPARIDADE DE FORÇAS entre as equipes de ponta e as do meio do pelotão nos últimos anos faz com que a F1 seja dividida em A e B. Na chamada ‘divisão principal’, estão as gigantes Mercedes, Ferrari e Red Bull, com poderio financeiro bem maior e capacidade de investir muito no desenvolvimento dos respectivos carros ao longo de todo o ano.

Já a F1 B conta com todo o restante do grid pela primazia de ser a quarta força, ou a ‘melhor do resto’. Com orçamento robusto por ser uma equipe de fábrica, a Renault parece ser a que mais tem condições de fazer a transição de um grupo para outro, enquanto cinco das outras equipes lutam entre si em uma batalha que tende a ser ainda mais parelha em 2019. Pilotos: Daniel Ricciardo (Austrália)/Nico Hülkenberg (Alemanha).

Williams

A WILLIAMS RENASCEU com a mudança de 2014 no regulamento técnico. Era um momento de felicidade: a equipe apareceu em terceiro no Mundial de Construtores e parecia destinada à grandeza novamente.

O que se viu depois, todavia, foi uma história destoante – ano após ano, a equipe perdeu força. Alguém poderia dizer que 2018 foi o fundo do poço, com uma miséria de pontos e a condição de pior escuderia do grid.

A questão é que talvez o buraco seja ainda mais fundo: em 2019, o desempenho fraco parece se unir às questões sobre o futuro de uma das esquadras mais tradicionais da Fórmula 1. Robert Kubica (Polônia)/George Russell (Reino Unido).

Toro Rosso

A DISPARIDADE DE FORÇAS entre as equipes de ponta e as do meio do pelotão nos últimos anos faz com que a F1 seja dividida em A e B. Na chamada ‘divisão principal’, estão as gigantes Mercedes, Ferrari e Red Bull, com poderio financeiro bem maior e capacidade de investir muito no desenvolvimento dos respectivos carros ao longo de todo o ano.

Já a F1 B conta com todo o restante do grid pela primazia de ser a quarta força, ou a ‘melhor do resto’. Com orçamento robusto por ser uma equipe de fábrica, a Renault parece ser a que mais tem condições de fazer a transição de um grupo para outro, enquanto cinco das outras equipes lutam entre si em uma batalha que tende a ser ainda mais parelha em 2019. Pilotos: Daniil Kvyat (Rússia)/Alexander Albon (Reino Unido).

McLaren

A McLAREN SURGE mais jovem em 2019 e buscando a redenção. A equipe britânica precisou tomar decisões difíceis na temporada passada como forma de se fortalecer e encontrar um caminho seguro para achar a competitividade de outrora. A parceria com a Honda deixou cicatrizes dolorosas.

O fracasso ainda ecoa, especialmente após o enorme investimento feito no trabalho com os japoneses. Portanto, a reorganização foi inevitável e a ordem foi a de colocar as pessoas certas nos lugares certos, trazer recursos e ter uma orientação clara de trabalho. Pilotos: Lando Norris (Reino Unido)/Carlos Sainz Jr. (Espanha).

Racing Point

Com o objetivo de “competir no topo do pelotão do meio”, a Racing Point chegará em Melbourne, para a primeira etapa do ano, com um carro “bem diferente” do que foi mostrado durante a pré-temporada em Barcelona. Pilotos: Sergio Pérez (México)/Lance Stroll (Canadá).

Alfa Romeo

Quem diria? A antes pobre Sauber virou a equipe do momento no pelotão intermediário. Depois de um 2018 de notável evolução, com Charles Leclerc pontuando com frequência invejável, a equipe agora batizada como Alfa Romeo é vista por muitos como candidata ao posto de grande surpresa em 2019.

A explicação é simples. A fórmula que já deu certo em 2018 ganhou reforços: o nome Alfa Romeo veio em troca de investimento ainda maior da fábrica italiana, o que já permitiu inovações interessantes como o novo bico do C38. O bólido não conseguiu tempos tão impressionantes em Barcelona, mas a perspectiva de desenvolvimento já basta para esperar competitividade.

A dupla de pilotos também não fica devendo em nada para as rivais. Pelo contrário: Charles Leclerc foi trocado por um Kimi Räikkönen que, apesar de não estar mais no auge, terminou 2018 com resultados convincentes e até vitória.

No outro carro, o nunca espetacular Marcus Ericsson abriu caminho para Antonio Giovinazzi, cria da Ferrari que deixou boa impressão nas categorias formadoras de pilotos. Pilotos:  Kimi Räikkönen (Finlândia)/Antonio Giovinazzi (Itália).

Haas

A Haas, ao contrário das rivais diretas, tem na continuidade o grande trunfo de 2019. Os americanos cresceram continuamente na F1 entre 2016 e 2018, com a temporada passada trazendo um belo quinto lugar no Mundial de Construtores, e ainda por cima ameaçando a Renault até o fim.

Com um momento desses, fica claro que não é necessário buscar a revolução. A questão é que, conforme os resultados melhoram, as exigências ficam mais alta. E a Haas ainda não mostrou muito na pré-temporada. O carro aparenta ter potencial, mas não demonstrou muita coisa.

Ainda por cima, problemas mecânicos atazanaram a equipe e custaram quilometragem. A dupla de pilotos é, pelo terceiro ano seguido, Romain Grosjean e Kevin Magnussen. Os dois são bons pilotos, mas que pecaram muito pela inconsistência em 2019.

Erros e mais erros impediram a vitória sobre a Renault no Mundial. Mesmo assim, é importante lembrar: foram eles que ajudaram a Haas a chegar ao bom momento atual. Pilotos: Romain Grosjean (Suiça)/Kevin Magnussen (Dinamarca).