Edson da Paiol afirma que Mamoru não vai mais ‘mandar’ na Câmara e critica postura do ‘supersecretário’ Harada
Durante sua participação no “Café na Redação” desta sexta, o presidente da Câmara deixou claro que chegou ao fim os tempos em que o prefeito Mamoru praticamente ‘mandou’ no Legislativo da cidade/Foto: Glaucia Paulino/Oi Diário

O vereador e novo presidente da Câmara em Itaquá, Edson Rodrigues (Podemos), o Edson da Paiol, participou nesta sexta-feira, dia 1º, do “Café na Redação” e deixou claro que chegou ao fim os tempos (seis anos no caso) em que o prefeito Mamoru Nakashima praticamente ‘mandou’ no Legislativo da cidade.

Edson da Paiol que é médico veterinário e comerciante em Itaquá tem 35 anos, afirmou durante a Live que não tomou a decisão de ser candidato à presidência da Câmara com o objetivo de prejudicar o prefeito, o governo ou a cidade, mas que (eleito presidente para os anos de 2019 e 2020) não permitirá que o governo ‘passe por cima’ da Câmara e que o prefeito e seus assessores tratem com desrespeito os vereadores.

“Não vamos mais aceitar ou votar projetos enviados de última hora pela prefeitura, quero melhorar as condições de trabalho dos vereadores, vou propor a mudança de horário das sessões ordinárias (das 15 para às 18 horas) e vou promover a independência entre os poderes”.

O novo presidente da Câmara observou que a Casa precisa (e vai a partir de agora) respeitar todos os ritos (processos) para tramitação de projetos e votação de contas do Poder Executivo.

“Represento a mudança na política. Não tenho rabo preso com políticos ou empresários e na Câmara vou defender os interesses do povo. No início do 2º mandato do atual prefeito, defendi e apoiei o governo, mas verifiquei que tem muita coisa errada no governo”.

“Falta trabalho, falta transparência e faltam resultados e como o meu compromisso é com o povo e com a cidade, decidi concorrer para presidente da Câmara e ampliar o trabalho de fiscalização da Casa. Sou filho de Itaquá, lutei muito para chegar até aqui e não trabalho e nem torço para o quanto pior melhor. Jamais farei nada para prejudicar a cidade”, ressaltou Paiol que garante ter um grupo fechado com dez vereadores para fiscalizar o governo e cobrar mais transparência e investimentos.

“A dívida da prefeitura de Itaquá chega aos R$ 320 milhões e pergunto o que foi feito para que ela subisse de R$ 120 milhões (em 2013) para R$ 320 milhões?”.

Edson da Paiol sugeriu que integrantes do governo Mamoru teriam participação nos atos de vandalismo contra unidade de saúde em Itaquá, sendo que na última quarta-feira o secretário de Saúde, Finanças (e agora também de Governo), William Harada, indicou que adversários políticos do atual governo estariam por trás dos ataques com o objetivo de promover o quanto pior melhor e atrapalhar a atual gestão e inviabilizar a vitória do candidato que Mamoru irá apoiar na eleição de 2020.

Harada disse também, em sua participação no “Café da Redação”, que foi escalado para a Secretaria de Governo (pelo prefeito) para garantir uma boa relação com ‘o novo grupo’ que agora comanda a Câmara.

Edson da Paiol observou que o ‘supersecretário’ de Mamoru deveria ter colocado em prática (antes da eleição para a presidência da Câmara – no final do ano passado) o discurso que fez em sua participação no “Café na Redação”.

“Logo depois da eleição o Harada bloqueou eu e todos os vereadores (dez) que venceram a eleição para a mesa da Câmara. Sem contar que o prefeito e seu pessoal menosprezavam vários vereadores. Agora o supersecretário quer melhorar a relação com a Câmara. Mesmo na política as relações devem ser baseadas no respeito e na educação”, destacou Paiol que resumiu a principal diferença da relação que ele e seu grupo de vereadores terão com o governo Mamoru em relação às mesas que o antecederam.

“Não dependo politicamente e nem financeiramente do prefeito ou do governo e vou defender os interesses do povo e da cidade”.