É Suzano ou África? Mortalidade infantil em Suzano é caso de polícia e não pode ficar por isso mesmo

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No final de 2016, o jornal Oi entrevistou o então prefeito de Suzano, Paulo Tokuzumi (PSDB), sobre ‘as realizações’ do pavoroso mandato do tucano (que foi politicamente bancado por Estevam Galvão) se ele não temia a possibilidade de aparecer (neste ano de 2017) algum fantasma relacionado especialmente a Santa Casa de Suzano. Tokuzumi garantiu que não e obviamente não convenceu. Mas os dados da Fundação Seade divulgados nessa semana sobre a mortalidade infantil em Suzano e região revelou algo muito pior que fantasmas na Santa Casa; revelou mortes de crianças na maternidade da Santa Casa e demais serviços médicos da cidade. Dados destacados pela imprensa de região mostram que Suzano teve em 2016 a maior mortalidade infantil da Grande São Paulo (mais de 17 óbitos para cada mil nascidos vivos). Nos países de 1º mundo, são menos de 5 óbitos para cada mil nascidos vivos. Os dados de Suzano estão mais para a África que para cidades desenvolvidas. O Oi questionou o governo de Suzano sobre os motivos desta mortalidade exagerada, as ações do novo governo para mudar esse cenário de morte e metas da prefeitura para redução dos óbitos nos próximos anos. Eis as manifestações do governo: “A atual gestão não comenta dados referentes à administração anterior. A Secretaria de Saúde desta gestão está atuando com muita seriedade para reduzir o número de óbitos infantis. A Secretaria já contratou novos médicos e atualizou os protocolos de atendimentos de acordo com a Rede Cegonha. Ao mesmo tempo, a Secretaria ampliou as ações de educação continuada dos profissionais da rede municipal e da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Suzano, ministrando cursos para a condução do pré-natal e dos procedimentos de pré-parto, parto e pós-parto. As gestantes também passaram a receber palestras educativas”. Como se lê, o atual governo preferiu não estabelecer metas para reduzir os óbitos neonatais em Suzano. Preocupante. Com a palavra o ex-prefeito e o ex-secretário de Saúde, Eduardo Célio Junior e o seu ex-adjunto, Romero Lima.

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