Estamos a uma semana do início da Copa do Mundo na Rússia. No próximo dia 14 a seleção anfitriã e a Arábia Saudita fazem o jogo de abertura no Estádio Lujniki, em Moscou. Vou torcer, como sempre, pela Seleção Brasileira que fará o seu jogo de estreia no dia 17 contra a Suíça. Não será uma Copa do Mundo que irá me alienar e desviar os meus olhos da crise política que insiste em assolar o nosso país.

Aqui no Brasil, a Copa costuma acontecer em ano de eleições presidenciais e sempre vem à tona o clichê dos “politizados” que rechaçam o torcedor do futebol brasileiro como alienado político.

Os “politizados” das redes sociais acham um absurdo que em meio à crise política que está o nosso país, um cidadão possa desviar 90 minutos (mais os acréscimos do juiz) de sua atenção para a Rússia e torcer por Tite, Neymar e companhia.

Esse mesmo “politizado” é aquele que em outubro votará nos mesmos coronéis de sempre e depois vozeirar seu discurso ~politicamente correto~ nas redes sociais.

Torço para que a Seleção traga o sexto troféu do Mundial para o Brasil, mas também torço para que os brasileiros, em outubro, façam um golaço nas urnas. Um gol de letra capaz de devolver para a nossa população a alegria que nos roubaram, mais precisamente contra o derrotismo e a cultura de ódio que mantém o nosso país dividido e agressivo.

Que a conquista do hexa traga um pouco de alegria para este povo sofrido e desiludido com os nossos políticos e com o país. Pois eu como amante de um bom bate bola, posso afirmar que se existe algo capaz de unir todas as classes intelectuais, sociais e econômicas desta República é o futebol. Vai, Brasil!