João Gilberto Pereira Lima, aluno da Fundação Getulio Vargas em São Paulo vítima de injúria racial em um texto nas redes sociais postado por um estudante da mesma faculdade, prestou depoimento à polícia e afirmou: “Não é só uma mensagem maldosa, é um crime”.

Lima foi fotografado por um aluno da FGV, que compartilhou a imagem com o seguinte comentário: “Achei esse escravo no fumódromo! Quem for o dono avisa!” A faculdade suspendeu por três meses o autor da publicação em um grupo de Whatsapp formado por estudantes da faculdade (“punição severa”, segundo a instituição), mas emitiu uma nota intrigante. Ao justificar o afastamento, afirma ter tomado a medida ante “a possível conotação racista da ofensa”. Possível?

Ao ser informado pela própria fundação do teor dos comentários, Lima, que frequenta o curso de Administração Pública, respondeu nas redes. “Tão perto de mim…porque não foi falar na minha cara? Mas você optou pela atitude covarde de tirar uma foto minha e jogar no grupo dos amiguinhos. Se seu intuito foi fazer uma piada, definitivamente você não tem esse dom. Acha que aqui não é lugar de preto? Saiba que muito antes de você pensar em prestar FGV eu já caminhava por esses corredores. Se você me conhecesse, não teria se atrevido. O que você fez além de imoral é crime! As providências legais já foram tomadas e você pagará pelos seus atos”.

Ele completa: “Não descansarei até você ser expulso dessa faculdade. Pessoas como você não devem e nem podem ter um diploma da Fundação Getulio Vargas. A mensagem é curta e direta. Mas serve para qualquer outro racista da Fundação. Não passará!” A pena por injúria racial prevê multa e prisão de um a três anos.