Na sessão ordinária dessa quarta-feira, 21, a Câmara Municipal aprovou as contas da prefeitura de Mogi relativas ao exercício de 2015. A decisão foi fundamentada no parecer favorável emitido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que foi ratificado pela Comissão Permanente de Finanças da Casa.

As contas aprovadas foram referentes ao penúltimo ano da gestão do ex-prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD). Na Câmara, a matéria teve abstenções dos vereadores Cuco Pereira (PSDB), Iduigues Martins (PT) e Rodrigo Valverde (PT).

Cuco Pereira, que era vice-prefeito em 2015, alegou motivos éticos para justificar sua decisão de se abster da votação: “É motivo de honra para todos nós mogianos termos as contas da Prefeitura Municipal aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, mas por questão de ética, por ter participado dessa administração, vou me abster da votação”, explicou.

Os vereadores do PSD, Edson Santos, Antonio Lino, Otto Rezende e o presidente da Comissão Permanente de Finanças da Casa, Jean Lopes (PC do B) se manifestaram favoráveis ao parecer do TC-SP e exaltaram administração do ex-prefeito Marcos Bertaiolli.

Em seu relatório, a Assessoria Técnica Jurídica do TC-SP destacou equilíbrio nas contas analisadas e um superávit de 3,17% no exercício, concluindo que o Município, em 2015, possuía “disponibilidade financeira suficiente para os compromissos de curto prazo”.

Para elaborar o relatório, o Tribunal de Contas se baseou na aplicação dos recursos públicos por parte da prefeitura, como os gastos nas áreas de Saúde e educação, onde a Constituição determina investimentos mínimos de 15% e 25% respectivamente.