Quem for ao Lollapalooza 2018 de metrô, neste final de semana, em São Paulo, receberá informações sobre prevenção ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Casal vestido de camisinha estará dentro do metrô, não apenas distribuindo os preservativos, como também promovendo a prevenção ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Acompanhando o casal, uma banda de músicos fará o “esquenta” para os três dias de boa música que movimenta São Paulo este final de semana.

Este ano, serão distribuídas, durante os três dias do evento, cerca 500 mil camisinhas. Além das ações no metrô, o  Ministério da Saúde divulga campanha publicitária para prevenção combinada contra o HIV.

Sob o conceito, “Vamos Combinar? Prevenir é viver o show!”, as peças, para esta etapa seguem o padrão da campanha lançada no primeiro de dezembro, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a AIDS,  sempre se adaptando ao evento e ao público, além de contar com ações diferenciadas para estimular a prevenção no público jovem.

Para conhecer todas as peças deste ou dos demais estágios da campanha, basta acessar o site www.saude.gov.br/vamoscombinar. Os esforços de comunicação que começaram no carnaval estarão presentes não só em São Paulo, durante o Lollapalooza, mas continuarão até junho, durante a  Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e as Festas Juninas, no Nordeste.

PANORAMA  –  De forma geral, os casos de AIDS e a mortalidade provocada pela epidemia estão caindo no Brasil, segundo dados do Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS, lançado no final do ano passado, durante o Dia Mundial de Luta contra a AIDS.

A publicação indica que em 2016 a taxa de detecção de casos de AIDS foi de 18,5 casos por 100 mil habitantes – uma redução de 5,2% em relação a 2015, quando era registrado 19,5 casos. Com relação à mortalidade, há uma queda de 7,2%, a partir de 2014, quando foi ampliado o acesso ao tratamento para todos. Passando de 5,7 óbitos por 100 mil habitantes para 5,2 óbitos, em 2016.

Para a diretora do Departamento de IST, HIV/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde,  Adele Benzaken, “esses resultados demonstram a assertividade da política de assistência do Ministério da Saúde”, que ampliou o diagnóstico do HIV, diminuiu o tempo para iniciar o tratamento, aumentou o leque de opções de prevenção aos brasileiros. “No entanto, temos uma preocupação especial com o público, que, por não ter vivido os tempos mais duros da AIDS, muitas vezes, descuidam da prevenção e do uso dos preservativos”, explicou à coordenadora.

O perfil da AIDS revelado pelos dados demonstra que, nos últimos dez anos, os casos têm aumentando entre jovens. A taxa de detecção de casos por 100 mil habitantes quase triplicou entre os homens de 15 a 19 anos, passando de 2,4 casos por 10 mil habitantes, em 2006, para 6,7 casos, em 2016 – um aumento de 175%. Já entre os homens de 20 a 24 anos, a taxa mais que duplicou, passando de 16 casos de AIDS por 100 mil habitantes, em 2006, para 33,9 casos em 2016 – um aumento de 111%.

PREVENÇÃO COMBINADA – Além de distribuir gratuitamente preservativos, o Ministério da Saúde oferta tratamento pós-exposição ao HIV, a chamada PEP (Profilaxia Pós-Exposição). O medicamento está disponível em 151 serviços de 115 municípios com mais de 100 mil habitantes. Desde 2009, a oferta cresceu cinco vezes, passando de 10.963 para 57.714 medicamentos distribuídos em 2016. Nos primeiros seis meses de 2017, foram 32.559 enviados tratamentos.

Além disso, a partir deste ano, as populações com maior vulnerabilidade à infecção terão acesso ao tratamento pré-exposição (PrEP). O Ministério da Saúde adquiriu 3 milhões e 600 mil comprimidos para abastecimento de um ano. A oferta será gradativa: em 2017, 35 serviços em 22 municípios receberão o medicamento e outros 16 estados iniciarão em 2018. Os medicamentos serão para homens que fazem sexo com homens, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e casais sorodiferentes em situação de vulnerabilidade à infecção.