Tente imaginar um terço das atividades do seu trabalho sendo executado de forma automatizada, sem requerer suas habilidades profissionais. Agora reproduza esse mesmo cenário para 60% das ocupações existentes hoje nas empresas. Pois é isso que se espera nos próximos 5 e 10 anos, quando a quarta revolução industrial inevitavelmente deverá ser uma realidade também no Brasil e, com ela, a entrada em cena da empresa digital e de um novo mundo para o trabalho.

Esse cenário foi colocado em discussão na primeira reunião do Conselho Diretor do CIESP Alto Tietê na última semana, com o objetivo de expor aos empresários uma mudança inevitável para todas as cadeias produtivas, da grande a micro empresa. Mais do que isso, a proposta é apresentar as principais alterações e as possibilidades atrás delas.

“Teremos um deslocamento de atividades e de empregos também. Mas não é preciso encarar a indústria 4.0 como uma guerra de homens e máquinas e, sim, como oportunidade de crescimento para o negócio”, ressalta Osvaldo Lahoz Maia, gerente de Inovação e de Tecnologia do SENAI-SP, convidado do CIESP Alto Tietê para debater o tema em pauta.

As mudanças implícitas na indústria 4.0 e que avançam rapidamente – ainda que o Brasil esteja bem atrasado em relação a outros países – vai exigir, entre outras coisas, a reinvenção de funções da área de Recursos Humanos, repensar o sistema educacional e até mesmo o trabalho em equipe entre as empresas e alguns concorrentes com o propósito de business. Investir em inovação também será inevitável e esse é um dos itens que o Brasil tem menor nota no ranking da competitividade.

“Até então, o Brasil sempre sobreviveu por conta do mercado. Ele é importante, mas não podemos continuar sendo apenas mercado consumidor, tem que ser indústria e, por menor que seja a empresa, ela precisa se enxergar como parte da solução”, diz Maia.

Sobre o mercado de trabalho, as estimativas apontam principalmente para a perda de funções na área administrativa e também chão de fábrica, nas tarefas previsíveis, onde o comprometimento deve chegar a 78%. Ao mesmo tempo, vai crescer a demanda por profissionais nas áreas de computação, engenharia, análise de dados e vendas.

Para a diretoria do CIESP, entender as mudanças, dimensionar o impacto delas na sua atividade e estabelecer um  plano de ação são medidas imprescindíveis para as empresas. “Se você um fornecedor da cadeia, mais cedo ou mais tarde será atingido e vai precisar se adaptar à revolução industrial para se manter vivo. O nosso objetivo é justamente alertar o empresário sobre isso e compartilhar informações que ajudem nesse processo”, afirma Renato Rissoni, primeiro vice-diretor do CIESP Alto Tietê.

“O Senai já tem muito trabalhado desenvolvido nessa área de indústria 4.0 disponível para as empresas e é importante que os empresários conheçam e, principalmente, usufruam das ferramentas para fazer as mudanças”, acrescenta. Para mais informações ligue no 4735-3447.