O goiano Kayke Luan Ribeiro Guimarães foi condenado na Espanha a oito anos de prisão por associação a uma célula terrorista chamada “Fraternidade Islâmica, grupo para a realização do Jihad”.

A decisão, tomada nessa terça-feira, 10, também condenou outros nove membros envolvidos da organização, que é ligada ao Estado Islâmico (EI). Para os dirigentes, a pena chegou a 12 anos. Já Kayke foi condenado a menos tempo pois seria apenas um participante do esquema.

Ele já havia sido preso anteriormente na Bulgária, em 2015, também por suspeita de união a um grupo terrorista. Desde então, a polícia espanhola já acompanharia os passos do brasileiro e desarticulou a célula, baseada na Catalunha, na ação denominada “Operação Caronte”. Kayke foi detido durante a tentativa de atravessar a fronteira da Turquia para a Síria, de onde foi deportado para Barcelona, local de seu julgamento.

Segundo a Justiça espanhola, o grupo terrorista prepararia ataques na capital catalã, anotando pontos que considerariam ideias para atentados, e chegou a considerar assassinar um refém para a gravação de um vídeo. A Audiência Nacional (um dos tribunais federais da Espanha), considerou o grupo como uma organização satélite ao Estado Islâmico.

Em nota, a Audiência Nacional disse também que o “Fraternidade Islâmica” existia “com a única finalidade e motivo de cumprir e servir as determinações feitas pelo Estado Islâmico, preparados para realizar, em qualquer momento, um ataque contra instituições como a polícia, organizações bancárias e empresas judaícas na Espanha, ou então juntar-se aos combatentes do IE”.

De acordo com a GloboNews, o Itamaraty apura o caso. A mãe de Kayke disse que irá recorrer da decisão. Sua versão seria a de que o filho passava férias na Turquia.