Brasil, um país preparado para a imbecilidade
Nestas eleições, há maior número de pessoas declarando ter algum posicionamento – neste ano, 25% dos entrevistados declarou não saber sua posição política, enquanto em 2014 eram 40%
Prefeitura de Guararema Mirante

O Brasil é um país que caminha para se perpetuar na ignorância. Nesta semana saíram os resultados das pesquisas Mapa Político 2018 da Hello Research e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), o mais importante exame brasileiro, que mede desempenho dos alunos. O que se vê é o avanço pleno, sem freio, de se ter o padrão de cultura e de compreensão da realidade muito próximos da imbecilidade.

Veja o caso da pesquisa da Hello, que consulta a população sobre qual seria seu posicionamento político entre os campos da “esquerda”, do “centro” e da “direita”. Nestas eleições, há maior número de pessoas declarando ter algum posicionamento – neste ano, 25% dos entrevistados declarou não saber sua posição política, enquanto em 2014 eram 40%.

O estudo sobre política também mostra que se há 4 anos 30% se declarava ideologicamente de Centro, esse número se diluiu entre Esquerda e Direita. Hoje são 26% os que se consideram de Esquerda (Centro-Esquerda, Esquerda ou Extrema Esquerda) e 28% de Direita (Centro-Direita, Direita, Extrema Direita). Os declarados “Centro” somam 22%.

Mas atente para os dados que foram apresentados pelo Ministério da Educação. Mais da metade dos alunos de 14 a 17 anos do País não aprendeu praticamente nada do esperado para as séries que estão cursando, tanto em Português quanto em Matemática. O quadro é mais grave no ensino médio, em que 7 em cada grupo de 10 alunos estão nos níveis considerados insuficientes de aprendizagem nas duas disciplinas.

Esse é o novo eleitor e o futuro do Brasil. Um analfabeto funcional, alguém com gravíssimos problemas cognitivos, de compreender o que é manipulação política e social. Realmente alguém pode se considerar de Direita ou de Esquerda sem conhecimento, sem estudo, sem educação formal?

Novamente se percebe o quanto o brasileiro é manipulável e se molda aos discursos populistas, rasos em conteúdo e de base analítica. Estamos construindo uma nação para manter os mesmos poderosos à custa da debilidade mental.